O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue internado na unidade de terapia intensiva (UTI), segundo boletim médico divulgado pelo hospital DF Star nesta sexta-feira (20). Os médicos afirmam que ele mantém “boa evolução clínica“, mas ainda não há previsão de receber alta.Bolsonaro tem recebido antibioticoterapia endovenosa, ou seja, antibióticos aplicados diretamente na veia. Além disso, o ex-presidente “segue com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora”.O ex-presidente foi hospitalizado na última sexta-feira (13) com broncopneumonia bacteriana bilateral, decorrente de episódio de broncoaspiração, quando há a entrada de conteúdo das vias digestivas, como alimentos ou secreções, nas vias respiratórias, o que pode causar infecção nos pulmões.Na noite desta quinta-feira (19) o filho do ex-presidente Carlos Bolsonaro (PL-RJ) visitou o pai no hospital e relatou que o tratamento aplicado tem deixado Bolsonaro “apagado“. Carlos afirmou ainda que “por conta das medicações fortes, sua sensibilidade está ainda mais elevada”.Na última sexta-feira, após deixar o hospital, o médico cardiologista Brasil Caiado afirmou que essa foi a “maior pneumonia que Bolsonaro já teve”. O ex-presidente chegou à UTI com água nos pulmões, pela aspiração de líquido do estômago, em decorrência dos soluços frequentes que ele apresenta.Pressão de TarcísioO governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reforçou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o pedido de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro. O argumento foi a condição de saúde do ex-presidente. Ele saiu do Supremo por volta das 20h40 desta quinta-feira (19) após uma sequência de conversas com ministros da Corte.Ele se reuniu com cinco ministros. A pauta oficial dos demais encontros se concentrou nas ações que questionam a lei de privatização da Sabesp, cujo julgamento começou no plenário virtual.Bolsonaro está preso no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado para permanecer no poder após as eleições de 2022.