Co-fundador da Super Micro é acusado de ajudar China a obter chips da Nvidia

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Co-fundador da Super Micro, Wally Liaw, de 71 anos, está no foco de uma investigação que pode abalar o mercado global de inteligência artificial. Promotores dos Estados Unidos acusam o executivo de ter ajudado clientes chineses a violar as leis de controle de exportação da Casa Branca.O caso coloca a empresa, líder global em tecnologia de servidores de alto desempenho, no centro da guerra tecnológica entre EUA e China. As duas potências correm para desenvolver as ferramentas de IA mais avançadas do mundo, e os chips da Nvidia são considerados peças fundamentais nessa disputa.A celebração que virou pesadeloNa conferência anual de tecnologia da Nvidia, realizada nesta semana, Liaw estava ao lado do CEO da Super Micro quando cumprimentou Jensen Huang, chefe-executivo da gigante dos chips. A empresa chegou a postar no X (antigo Twitter) uma foto do aperto de mãos, destacando a parceria.Dois dias depois, Liaw foi preso. As acusações envolvem exatamente o produto que estava sendo celebrado na conferência — servidores da Super Micro equipados com processadores de IA de alta performance da Nvidia.A Super Micro é uma das principais fabricantes de servidores do mundo, especialmente aqueles otimizados para rodar aplicações de inteligência artificial. Seus produtos combinam hardware de diferentes fornecedores, incluindo os cobiçados chips H100 e H200 da Nvidia, considerados essenciais para treinar modelos de linguagem como o ChatGPT.EUA e China disputam a hegemonia tecnológica global (Imagem: Knight00730/Shutterstock)Um histórico de problemasEsta não é a primeira vez que Liaw enfrenta questões legais relacionadas à sua empresa. Ele retornou à Super Micro após um escândalo contábil que abalou a companhia anos atrás. Na época, a empresa enfrentou investigações por práticas contábeis questionáveis.Agora, aos 71 anos, o executivo é acusado de um crime muito mais grave: supostamente ajudar a China a contornar as restrições norte-americanas sobre tecnologia sensível. As acusações federais sugerem que ele orquestrou um esquema para exportar ilegalmente servidores contendo os chips mais avançados da Nvidia.A Super Micro viu suas ações despencarem mais de 33% após a notícia, refletindo a preocupação dos investidores sobre o impacto do caso no futuro da empresa.Leia maisNvidia retoma produção de chips H200 para o mercado chinêsO plano da ByteDance para driblar EUA e usar chips de IA potentes da NvidiaChina detalha plano para avançar na corrida tecnológicaCaso coloca em dúvida o futuro da Super Micro (Imagem: CryptoFX/Shutterstock)A batalha pelos chips de IAOs processadores da Nvidia estão no centro de uma corrida global por supremacia em inteligência artificial.Os chips H100 e H200, especificamente, são considerados os mais poderosos disponíveis para treinar modelos de IA em larga escala.Empresas de tecnologia ao redor do mundo competem ferozmente para conseguir esses componentes.O governo dos EUA implementou restrições rigorosas sobre a exportação desses chips para a China, tentando impedir que o país rival acelere seu desenvolvimento em IA militar e de vigilância.As regras proíbem a venda direta dos processadores mais avançados para empresas chinesas, forçando a empresa a criar versões menos potentes especificamente para o mercado do país asiático.Segundo a acusação federal, Liaw teria facilitado a venda de US$ 2,5 bilhões em servidores equipados com chips da Nvidia para clientes da China.A Super Micro, como integradora de sistemas, tem acesso privilegiado aos chips da gigante.A empresa compra os processadores diretamente do fabricante e os instala em servidores customizados para diferentes aplicações.Essa posição na cadeia de suprimentos poderia facilitar esquemas de desvio, caso confirmadas as acusações.O post Co-fundador da Super Micro é acusado de ajudar China a obter chips da Nvidia apareceu primeiro em Olhar Digital.