Brasil diz manter boas relações com Cuba e confirma ajuda humanitária

Wait 5 sec.

O Brasil mantém “as boas relações de sempre” com Cuba e enviou ajuda humanitária ao país, segundo a secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, embaixadora Gisela Padovan. Em briefing com jornalistas, nesta quarta-feira (18), os representantes do MRE (Ministério das Relações Exteriores) afirmaram que o governo brasileiro “observa com cuidado” a situação humanitária no país.“Nós estamos muito preocupados com a situação humanitária da população cubana. Isso é uma preocupação constante do Brasil, de ver que a população está realmente sofrendo. Então nós estamos fazendo várias doações, seja de remédios, seja de alimentos”, afirmou a embaixadora.Cerca de 20 mil toneladas de arroz, 150 toneladas de feijão, 150 toneladas de arroz polido e 500 toneladas de leite em pó foram doados pelo governo para Cuba, via Programa Mundial de Alimentos. Um montante de remédios e vacinas também foram enviados na terça-feira (17) ao país caribenho, segundo o MRE. Leia Mais https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/trump-cogita-tomar-cuba-enquanto-ilha-entra-em-colapso-aos-poucos/ https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/analise-cuba-segue-uma-politica-de-sobrevivencia/ https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/cuba-promete-resistencia-firme-diante-de-ameacas-dos-eua/ “O objetivo é de que a população cubana, que já sofre há décadas com situações muito difíceis, não tenha mais danos ainda por causa de situações políticas. O Brasil sempre terá essa preocupação humanitária”, concluiu Gisela Padovan.Crise em CubaO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, refletiu sobre a possibilidade de ter a “honra de tomar Cuba” na última segunda-feira (16), mesmo dia em que a rede elétrica da ilha comunista sofreu seu primeiro colapso em todo o país desde que os EUA efetivamente interromperam o fornecimento de petróleo.Questionado se uma operação militar dos EUA em Cuba seria semelhante à captura de Nicolás Maduro na Venezuela em janeiro ou se se assemelharia mais ao conflito militar contínuo dos Estados Unidos com o Irã, Trump respondeu aos repórteres: “Não posso dizer isso”.Os comentários de Trump ocorreram enquanto Cuba era novamente mergulhada na escuridão devido a uma falha de energia. Não foram detectadas falhas nas unidades elétricas que operavam no momento do colapso da rede elétrica cubana, informou a operadora estatal da rede na segunda-feira (16), acrescentando que estava trabalhando para restabelecer a energia em todo o país. A maior parte de Havana ainda permanece sem eletricidade.Cuba, uma nação de aproximadamente 10 milhões de habitantes, depende fortemente do petróleo para a geração de eletricidade. O bloqueio efetivo imposto por Washington ao fornecimento de combustível agravou a crise energética do país, causando mais cortes de energia intermitentes, racionamento de suprimentos médicos e queda no turismo, segundo autoridades.Os preços dos combustíveis dispararam tanto que a gasolina pode chegar a custar US$ 9 (R$ 46) o litro no mercado paralelo, o que significa que encher o tanque de um carro custa mais de US$ 300 (R$ 1.555), valor superior ao que a maioria dos cubanos ganha em um ano.Análise: Cuba segue uma política de sobrevivência | CNN 360°