Caso Henry Borel: o que diz a investigação da morte que chocou o país

Wait 5 sec.

O caso do menino Henry Borel, morto no dia 8 de março de 2021, gerou grande repercussão nacional pelas circunstâncias que permeiam a morte da criança. Monique Medeiros e o ex-vereador Dr. Jairinho, mãe e padrasto do garoto, ambos réus no processo, passam por julgamento em júri popular no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, na próxima segunda-feira (23).A CNN Brasil separou os principais detalhes das investigações e te mostra o que se sabe até hoje sobre as pistas do caso. Entenda abaixo:Ida ao hospitalA história da morte de Henry Borel, há 5 anos, começou no apartamento onde Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior moravam. Segundo as investigações, o casal levou a criança desacordada para o hospital, onde os médicos constataram que o menino já chegou sem vida à unidade.Quando questionados, Monique e Jairinho alegaram aos investigadores do caso que Henry teria sofrido um acidente doméstico, ao cair da cama onde dormia. Porém, a perícia descartou a possibilidade de queda acidental devido à gravidade dos ferimentos apresentados pela criança. Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 1 de 9 À esquerda Dr. Jairinho, à direita Monique Medeiros com o filho Henry Borel • Arte/CNN Trocar imagemTrocar imagem 2 de 9 Monique Medeiros em audiência para ouvir testemunhas do processo sobre a morte do menino Henry Borel • Foto: MARCOS PORTO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 3 de 9 Monique Medeiros em audiência para ouvir testemunhas do processo sobre a morte do menino Henry Borel • Foto: MARCOS PORTO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 4 de 9 Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e acusada de omissão na morte de seu filho, instalou tornozeleira eletrônica e seguiu para a prisão domiciliar, conforme estabelecido pela Justiça • CNN Trocar imagemTrocar imagem 5 de 9 Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e acusada de omissão na morte de seu filho, instalou tornozeleira eletrônica e seguiu para a prisão domiciliar, conforme estabelecido pela Justiça • CNN Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 6 de 9 Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e acusada de omissão na morte do filho, instalou tornozeleira eletrônica e seguiu para a prisão domiciliar, conforme estabelecido pela Justiça • CNN Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 7 de 9 Prisão do ex-vereador Dr. Jairinho no Caso Henry Borel • ESTADÃO CONTEÚDO Trocar imagemTrocar imagem 8 de 9 Ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, em audiência no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no centro do Rio de Janeiro • Foto: PAULO CARNEIRO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 9 de 9 Dr. Jairinho, namorado de Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe do menino Henry Borel, após prestar depoimento sobre a morte do garoto de 4 anos • Tânia Rêgo/Agência Brasil Trocar imagemTrocar imagem visualização default visualização full visualização gridLaudo do IMLApós a constatação da morte, foram identificadas múltiplas lesões no corpo de Henry. Como parte das apurações, o laudo de necropsia do IML (Instituto Médico Legal) revelou que o menino sofreu 23 ferimentos.A causa da morte foi constatada como hemorragia interna e laceração hepática (rompimento do fígado) por ação contundente, além de lesões na cabeça, nariz, rins, pulmões e hematomas no abdômen e punho.Tecnologia israelenseComo forma de avançar nas investigações, foram realizadas apreensões de celulares e computadores. A partir das ações, foi usada uma tecnologia israelense nos aparelhos para recuperar mensagens apagadas no celular de Monique.Por meio dos registros, a polícia soube que a mãe de Henry já havia sido alertada por uma babá sobre agressões que Jairinho cometia contra o filho dela há um mês da morte do menino. Leia Mais Mãe e filho de Eliza Samúdio participam de caminhada por Henry Borel no RJ Caso Henry: Justiça mantém prisão de Monique Medeiros Caso Henry: STF determina que TJRJ reavalie prisão de Monique Medeiros As mensagens também demonstraram que a criança era submetida a uma rotina de agressões e torturas cometidas por Jairinho. As descobertas fizeram com que a Polícia Civil concluísse que as violências ocorriam com consentimento de Monique.IndiciamentoAs pistas obtidas reforçaram a tese de que Monique tentou mascarar as agressões e teria prestado declarações falsas no hospital. O objetivo seria evitar a responsabilização penal do companheiro.A investigação fundamentou a denúncia do Ministério Público, que acusa o casal de homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.Monique responde ainda por falsidade ideológica, por ter, segundo as investigações, mentido no hospital para acobertar o companheiro e proteger o crime.O que se espera do julgamentoApós cinco anos da morte do filho, Henry Borel, o vereador do Rio de Janeiro Leniel Borel (PP) espera a condenação dos réus, que vão a júri popular no próximo dia 23 de março.“Meu filho foi brutalmente assassinado na presença da mãe e do padrasto. Minha expectativa para esse júri é de muita ansiedade, e eu espero que a justiça seja feita na proporção da brutalidade que cometeram”, diz Leniel Borel em entrevista à CNN Brasil. Trocar imagemTrocar imagem 1 de 5 Leniel Borel, pai de Henry Borel • Foto: Arquivo Pessoal Trocar imagemTrocar imagem 2 de 5 Leniel Borel no documentário "Caso Henry Borel, A Marca da Maldade" • Divulgação Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 3 de 5 Leniel Borel (PP-RJ), pai de Henry Borel • Reprodução CNN Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 4 de 5 Leniel Borel, pai do menino Henry Borel • Pedro Duran/CNN Trocar imagemTrocar imagem 5 de 5 Leniel Borel, pai do menino Henry (09.abr.2021) • Foto: Reprodução/CNN visualização default visualização full visualização gridEm caso de condenação, Leniel espera uma pena alta para o casal: “Eu espero, no mínimo, de 50 a mais de 70 anos para aqueles dois”.Apesar da luta pela condenação e pela pena máxima, ao pensar em justiça, o pai de Henry Borel acredita que nunca haverá reparação para a morte do filho.Veja entrevista completa: Caso Henry Borel: “mais de 70 anos para aqueles dois”, diz pai sobre júriPrisões de mãe e padrastoMonique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, mãe e padrasto réus pela morte do menino Henry Borel estão presos no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste, no Rio de Janeiro.De acordo com a Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária), Monique está detida no Instituto Penal Talavera Bruce, uma das maiores penitenciárias femininas do estado.A mãe de Henry Borel tem uma trajetória de idas e vindas pelo sistema prisional. Já o companheiro, era médico e chegou a exercer carreira política como vereador, mas teve ambos os títulos perdidos após as investigações sobre a morte do enteado.