Milhares de pessoas foram às ruas no Irã para um protesto anti-Israel, que contou com a presença de membros de alto escalão da República Islâmica. No Dia de Al Quds, os iranianos demonstraram seu apoio à Palestina e ao próprio governo..Autoridades do alto escalão do regime dos aiatolás estiveram presentes, cercadas por um forte esquema de segurança. Ao longo do protesto, os bombardeios dos Estados Unidos e de Israel continuaram, matando uma pessoa.Diante dos ataques, o chefe do Poder Judiciário do Irã, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei, disse que o povo “não teme” as investidas e que eles não vão recuar “de jeito nenhum”. Leia Mais Trump diz que escolta da Marinha dos EUA em Ormuz acontecerá "em breve" Número de mortos na guerra do Irã passa de 2 mil Trump diz que guerra no Irã vai terminar quando ele "sentir nos ossos" A população de Teerã ecoou o discurso do juiz.“Nós todos viemos, mesmo com todas essas ameaças, para entregar um soco firme na boca dos EUA, de Israel e da arrogância global. E para dizer que nós sempre vamos estar ao lado do Islã e do nosso líder querido”, Zeynabsadat Hosseini, moradora de Teerã.“Minha crença, 100%, e de todo o povo do Irã, é que nós somos vitoriosos. O exército do Islã é vitorioso”, disse um cidadão iraniano que preferiu não se identificar à Reuters.A ausência notável foi do novo líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei. Informações de inteligência americana e israelense dizem que Khamenei estaria ferido, com uma fratura no pé e com a face “deformada”.O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, adicionou que o iraniano estaria “foragido”.“Ele soltou um pronunciamento ontem — um fraco, na verdade. Mas não tinha voz nem vídeo. Era um pronunciamento escrito. O Irã tem muitas câmeras e muitos gravadores de voz. Por que um comunicado escrito?”, questionou Hegseth.O Departamento de Estado americano passou a oferecer US$ 10 milhões por informações que levem à captura de líderes iranianos — entre eles, Khamenei.A administração Trump também acompanha a situação do Estreito de Ormuz. Os iranianos estão considerando permitir a passagem de um pequeno número de petroleiros, desde que o comércio seja feito em yuan, a moeda da China.Desde o início da guerra, o Irã atacou mais de dez embarcações no local. O resultado é uma disparada no preço do petróleo, que fechou a sexta-feira (13) acima dos US$ 103, maior valor desde junho de 2022.Para Hegseth, os ataques não são um impeditivo para a passagem de embarcações. “A única coisa proibindo a passagem no Estreito agora é o Irã atirando em embarcações. Está aberto para o trânsito caso o Irã não faça isso”, disse em entrevista coletiva.Segundo a CNN, a Casa Branca e o Pentágono subestimaram a disposição do Irã para bloquear a região e os impactos econômicos da decisão — algo que o governo nega. Mesmo assim, a gestão Trump tenta encontrar novas formas de segurar os preços do petróleo.Na noite desta quinta (12), o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos enfraqueceu as sanções ao petróleo russo.Agora, países poderão comprar o combustível vindo de Moscou por um mês, desde que o petróleo estivesse em embarcações até a madrugada desta sexta (13).No entanto, a tentativa de Washington de frear o preço da commodity fortalece a economia russa — que depende de forma parcial da venda da commodity. Lideranças europeias temem que a atitude apenas fortaleça o esforço de guerra de Vladimir Putin contra a Ucrânia.Emmanuel Macron, presidente da França, disse que o conflito no Oriente Médio não vai dar um “respiro” ao Kremlin.“Para os europeus e para a França, as sanções devem ser mantidas, e a situação atual não justifica, de jeito nenhum, reduzi-las”, disse Macron ao lado do chefe de Estado da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.Já o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, foi mais enfático e disse que gostaria de saber os motivos dos americanos para a decisão.“Quero deixar isso bem claro: aliviar as sanções agora, por qualquer razão, é algo que acreditamos ser errado”, afirmou Merz.* com informações de ReutersSaiba como foi a Revolução de 1979 que instituiu regime dos aiatolás no Irã