S&P 500 recua com conflito no Oriente Médio

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O S&P, índice que reúne as 500 maiores empresas dos Estados Unidos, acumulou recuo de cerca de 7,5% nos últimos dias, pressionado principalmente pelo aumento das tensões geopolíticas e pela alta no preço do petróleo.A escalada do conflito envolvendo o Irã colocou os investidores em modo de cautela. Com o risco de interrupções na oferta de energia, o petróleo voltou a subir, reacendendo preocupações com a inflação global,  especialmente nos Estados Unidos, onde os preços ainda seguem acima da meta do banco central. Esse cenário reduz as chances de cortes de juros no curto prazo e impacta diretamente os ativos de risco.Este e outros assuntos da economia serão abordados no programa e na News da Resenha, newsletter para manter os investidores informados e ajudar na tomada de melhores decisões no mercado. Mercados operaram com volatilidade após falas de Trump sobre guerra no Irã Wall Street fecha misto com redução de expectativas de resolução da guerra Petróleo a US$ 95 pode render R$ 100 bi extras à União, diz pesquisa  Porém, o movimento não ficou restrito ao S&P. Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, observa que o Dow Jones Industrial Average também sentiu uma pressão.“Recentemente o índice entrou em  território de correção, ou seja, quando um índice cai mais de 10% desde seu pico. Isso acende um alerta aos investidores em razão de estarmos em um momento de muita imprevisibilidade e volatilidade do mercado”, afirma. Para Marilia Fontes, apresentadora da Resenha do Dinheiro, além do fator geopolítico, há questões estruturais por trás da queda. Após anos de forte valorização, especialmente no setor de tecnologia, muitas empresas estão sendo negociadas a múltiplos elevados. “Em alguns casos, investidores chegaram a pagar o equivalente a mais de 20 anos de lucro para entrar nesses papéis. Agora, esse prêmio começa a ser revisado, com os múltiplos recuando para patamares mais baixos”, explica. Esse ajuste também está ligado ao novo cenário de juros. O mercado passou a rever as expectativas para a política monetária americana, considerando que o Fed (Federal Reserve) pode manter ou até elevar os juros ao longo de 2026.Com juros mais altos por mais tempo, empresas de tecnologia tendem a sofrer mais, já que boa parte do seu valor está atrelada a expectativas de crescimento no futuro. “Dificilmente a gente acerta o timing exato do mercado, mas para quem quer exposição a tecnologia, esse pode ser um momento interessante, principalmente olhando a queda recente de empresas tecnológicas”, complementa. Resenha do DinheiroRealizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb; e Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos.O programa vai abordar semanalmente as principais notícias e movimentos da economia com a leveza de uma conversa informal — como uma resenha entre amigos, no boteco ou após o futebol — mas sem perder a análise e o conteúdo.A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.