O governo federal exonerou nesta semana 16 ministros de Estado que estudam candidatura nas eleições de outubro. Segundo a legislação eleitoral, quem ocupa um cargo público e planeja colocar seu nome nas urnas precisa deixar o posto seis meses antes do pleito, prazo que vence neste sábado, 4 de abril.Leia também: Termina hoje prazo para deputados trocarem de sigla; quem mais ganhou parlamentares?A desincompatibilização visa evitar o uso da máquina pública, de recursos ou da visibilidade da função atual pelo pré-candidato para obter vantagem indevida sobre os demais concorrentes.Também houve o remanejamento do ministro André de Paula (anteriormente na Pesca) para o Ministério da Agricultura, no lugar de Carlos Fávaro.A maioria dos ministros exonerados foi substituída pelos seus antigos secretários-executivos, em um sinal de continuidade do governo na reta final de mandato. Foi o caso da Pesca, em que o ministro nomeado foi Rivetla Edipo Araujo Cruz, então secretário-executivo, o número dois na hierarquia da pasta. No entanto, ainda há três pastas sem titular definido – o Ministério do Empreendedorismo (criado em 2024 para ser o 38º ministério, destinado a acomodar Márcio França), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Secretaria de Relações Institucionais (SRI).As exonerações publicadas ao longo desta semana se somam à saída de Fernando Haddad (PT) do Ministério da Fazenda, oficializada no Diário Oficial da União (DOU) em 20 de março, para concorrer ao governo de São Paulo. Dario Durigan, ex-secretário-executivo da pasta, assumiu o comando do ministério, fazendo algumas trocas pontuais na equipe de secretários.A saída é uma exigência da legislação eleitoral, que obriga a desincompatibilização de ministros seis meses antes das eleições. A maioria escolheu os respectivos secretários-executivos ou secretários de áreas das próprias pastas como substitutos, com exceção do Ministério do Planejamento e Orçamento.O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), deixou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para repetir a dobradinha com Lula como candidato a vice na disputa presidencial, que deve ter o senador Flávio Bolsonaro (PL) como principal adversário.No Planejamento, Simone Tebet (PSB) saiu para concorrer ao Senado em São Paulo. Lula nomeou o então secretário especial da Casa Civil Bruno Moretti, braço direito do ex-ministro da Casa Civil Rui Costa, para o cargo. Moretti já cuidava do dia a dia do Orçamento diretamente do Planalto. O secretário-executivo de Tebet, Gustavo Guimarães, foi exonerado e deixou a equipe econômica.Alguns ministros desistiram de disputar a eleição e continuam no governo, em acordo com o presidente Lula, e foram escalados para entregas do último ano do mandato, como o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PT), e o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT).Veja abaixo quem são os ministros de Lula que saem para disputar as eleições e quem assume as vagas:Casa CivilRelações Institucionais da Presidência da RepúblicaMinistério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e ServiçosMinistério da Fazenda Ministério do Planejamento e OrçamentoMinistério das CidadesMinistério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno PorteMinistério da EducaçãoMinistério dos TransportesMinistério do Meio AmbienteMinistério da AgriculturaMinistério da Pesca e AquiculturaMinistério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura FamiliarMinistério da Igualdade RacialMinistério dos Povos IndígenasMinistério do EsporteMinistério de Portos e AeroportosMinistério dos Direitos Humanos e da CidadaniaCasa CivilSai Rui Rosta (PT), para disputar o Senado pela BahiaEntra Miriam Belchior, até então secretária-executivaRelações Institucionais da Presidência da RepúblicaSai Gleisi Hoffman (PT), para disputar o Senado pelo ParanáO substituto não foi anunciadoMinistério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e ServiçosSai Geraldo Alckmin (PSB), para concorrer a vice-presidenteEntra Márcio Elias Rosa, secretário-executivo, escolhido como ministro ministro, mas ainda não nomeadoMinistério da Fazenda Sai Fernando Haddad (PT), para disputar o governo de São PauloEntra Dario Durigan, até então secretário-executivo da FazendaMinistério do Planejamento e OrçamentoSai Simone Tebet (PSB), para disputar o Senado em São PauloEntra Bruno Moretti, até então secretário especial de Análise Governamental da Casa CivilMinistério das CidadesSai Jader Filho (MDB), pré-candidato a deputado federal pelo ParáEntra Antônio Vladimir Moura Lima, ex-secretário-executivo da pastaMinistério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno PorteSai Márcio Franca (PSB), que pretende ser candidato ao Senado em São PauloO substituto ainda não foi definidoMinistério da EducaçãoSai Camilo Santana (PT), sem pré-candidatura definida, mas cotado como “plano B” para o governo do CearáEntra Leonardo Barchini, até então secretário-executivo do MECMinistério dos TransportesSai Renan Filho (MDB) para concorrer ao governo de AlagoasEntra George Santoro, ex-secretário-executivo dos TransportesMinistério do Meio AmbienteSai Marina Silva (Rede), pré-candidata ao Senado em São PauloEntra João Paulo Capobianco, que era secretário-executivo do ministérioMinistério da AgriculturaSai Carlos Fávaro (PSD), que pretende concorrer novamente ao Senado em Mato GrossoEntra André de Paula (PSD), que estava no Ministério da PescaMinistério da Pesca e AquiculturaSai André de Paula (PSD), que vai para o Ministério da AgriculturaEntra Edipo Araujo, ex-secretário-executivo da PescaMinistério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura FamiliarSai Paulo Teixeira (PT), pré-candidato a deputado federal por São PauloFernanda Machiaveli, até então secretária-executiva do órgãoMinistério da Igualdade RacialSai Anielle Franco (PSOL), pré-candidata a deputada federal no Rio de JaneiroEntra Rachel Barros de Oliveira, até então secretária-executiva da Igualdade RacialMinistério dos Povos IndígenasSai Sônia Guajajara (PSOL), para disputar a reeleição como deputada federal em São PauloEntra Eloy Terena, que era secretário-executivo do ministérioMinistério do EsporteSai André Fufuca (PP), pré-candidato ao Senado no MaranhãoEntra Paulo Henrique Perna Cordeiro, que era secretário de Esporte, Lazer e Inclusão Social da pastaMinistério de Portos e AeroportosSai Silvio Costa Filho (Republicanos), que deve concorrer à reeleição como deputado federal em PernambucoEntra Tomé Franca, até então secretário-executivo da pastaMinistério dos Direitos Humanos e da CidadaniaSai Macaé Evaristo (PT), que tentará a reeleição como deputada estadual em Minas GeraisEntra Janine Mello, ex-secretária-executiva do ministério.The post Governo faz 16 trocas de ministros; veja quem deixa o Planalto para disputar eleições appeared first on InfoMoney.