Termina neste sábado (4) o prazo para que chefes do Executivo federal e estadual deixem seus cargos caso queiram disputar as Eleições Gerais de 2026. Pela legislação, os ocupantes desses postos precisam deixar as funções seis meses antes do pleito.Prevista na Constituição, a regra exige a desincompatibilização para prefeitos, governadores e ministros de Estado. O objetivo é evitar o uso da estrutura pública e a visibilidade do cargo em benefício eleitoral.Entre os governadores, ao menos nove já oficializaram a saída dos cargos. A maior parte deve disputar vagas no Senado — caminho mais comum para ex-chefes de Executivo estadual. Leia Mais Pré-candidato, Haddad defende investimentos do governo Lula em SP Janela partidária acaba nesta sexta com trocas impactando forças na Câmara Sucessão de Gleisi segue indefinida após ministra deixar governo Deixam os governos Gladson Cameli (AC), Antônio Denarium (RR), Mauro Mendes (MT), Ibaneis Rocha (DF), Renato Casagrande (ES) e Helder Barbalho (PA) – todos com planos de concorrer ao Senado. Já Ronaldo Caiado (GO) e Romeu Zema (MG) são apontados como pré-candidatos à Presidência.O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que cogitava disputar o Senado, não deve concorrer após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) torná-lo inelegível por abuso de poder político.Por outro lado, a maioria dos governadores optou por permanecer no cargo. É o caso de Tarcísio de Freitas (SP), Ratinho Júnior (PR), Eduardo Leite (RS) e Raquel Lyra (PE), além de outros nomes que devem tentar a reeleição ou concluir o mandato.Ministros de Estado também precisam cumprir a regra de desincompatibilização. Após reunião ministerial realizada na terça-feira (31) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 17 trocas ministeriais foram feitas.Os destinos variam entre disputas para a Câmara dos Deputados, o Senado e governos estaduais. Entre os principais nomes estão Fernando Haddad, que deve concorrer ao governo de São Paulo; Marina Silva, ao Senado; e Simone Tebet, também ao Senado.Geraldo Alckmin, que além de vice-presidente acumulava o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, também deixou a pasta para disputar novamente a vice-presidência na chapa de Lula.Análise: Entenda as mudanças ministeriais do governo Lula | CNN NOVO DIA