Segundo análise do professor de Relações Internacionais da UFPB (Universidade Federal da Paraíba) Augusto Teixeira feita em entrevista ao CNN 360º, o abate de um caça F-15 americano em território iraniano demonstra que o Irã ainda possui capacidade significativa de defesa, mesmo após mais de um mês de intensos ataques. “O incidente revela que a alegada supremacia aérea dos Estados Unidos e Israel sobre o Irã não é verdadeira”, afirmou.De acordo com Teixeira, o episódio, que resultou no resgate de um dos tripulantes enquanto o segundo permanece desaparecido, contradiz recentes declarações americanas sobre o conflito. “O impacto é extremamente elevado quando você considera que Trump utilizou recentemente a cadeia nacional de televisão dos Estados Unidos para fazer um pronunciamento à nação”, afirmou o especialista, destacando que o político americano havia declarado que “os Estados Unidos obliteraram o Irã, não sendo esse mais uma ameaça”. O que sabemos sobre os caças americanos abatidos pelo Irã? Conselho de segurança adia votação sobre Ormuz para a próxima semana Trump diz que queda de jato dos EUA não afetará negociações com o Irã Capacidade de defesa iranianaO professor ressalta que, além do F-15 abatido, há informações sobre a destruição de um sistema remotamente tripulado da Arábia Saudita perto do Irã e de uma aeronave fundamental para a coordenação da campanha dos EUA. “Isso mostra que o Irã, apesar de fortemente abatido nesses mais de um mês de guerra, ainda consegue realizar ações de defesa antiaérea”, explicou.Outro ponto destacado por Teixeira é que o Irã, mesmo sendo um país que “virtualmente não possui uma força aérea”, ainda mantém capacidade ofensiva, como demonstrado em recentes ataques a Israel com mísseis balísticos utilizando sistemas de reentrada múltipla.Cenário do conflitoQuanto à possibilidade de uma invasão terrestre americana ao Irã, o professor considera improvável. Teixeira compara que para derrubar o regime do Talibã no Afeganistão em 2001 e para a invasão do Iraque em 2003, os Estados Unidos mobilizaram extensas forças terrestres. “Contra o Irã, no momento presente, os EUA têm cerca de 10 mil homens na região, o que é muito pouco”, observou.O especialista aponta ainda três possíveis cenários de ação americana no Irã: uma operação de bloqueio e controle da ilha de Kharg, operações para tomar algumas ilhas na região do Estreito de Ormuz, ou uma operação com forças especiais para remover o urânio enriquecido do país. Contudo, em todos esses cenários, “dada a imensidade do território iraniano e a capacidade de fogos em profundidade, com mísseis e drones, essas forças no solo estariam amplamente em perigo”, concluiu Teixeira. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.