Foto: Criada via Chat GPTA nossa redenção foi consumada naquele momento em que Jesus expirou – “à hora nona”, ou seja, às três da tarde, segundo o Evangelho de São Marcos (cap. 15, v. 34). A crucificação tinha sido na “hora terceira” (v. 25), e assim o Senhor ficou preso à cruz por seis horas. Seis horas!… Durante esse tempo, foi injuriado por muitos que passavam por ali e escarnecido por sumos sacerdotes, escribas, anciãos e soldados; ao longo de toda a sua Paixão, além do sofrimento físico, sentiu o ódio dos inimigos e a rejeição de parte do povo. Todas essas dores e essa crueldade Ele padeceu com mansidão e em espírito de obediência, por amor a cada um de nós. Quanta dor!… E ainda hoje, quanta rejeição e indiferença…A nós resta então a contemplação desse mistério de amor. Seria tão proveitoso se lêssemos em casa ao menos uma das narrativas da Paixão… No Evangelho de São Mateus, está no cap. 27; no de São Marcos, cap. 15, no de São Lucas, cap. 23, e no de São João, cap. 19. Hoje à noite, na Vigília Pascal, a Igreja já celebra a Ressurreição, a vitória sobre a morte, mas como ela foi conquistada pela morte de Jesus, neste sábado é fundamental o resguardo, a meditação, a luta contra as dispersões. Trata-se de buscar primeiro o seu Reino e sua justiça, como Ele nos ensina no Evangelho de São Mateus (cap. 6, vv. 25-34) – e o que há de mais justo e santo neste dia do que permanecer com Ele que, chagado, rejeitado e abandonado, espera que lhe estejamos próximos?O Evangelho de São João diz: “Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena” (v. 25). Assim, permanecer junto com o Senhor significa estar ao lado de Nossa Senhora, que sofreu tudo junto com Ele. É ali que devemos estar até comemorarmos a Ressurreição, associando as nossas dores e as da humanidade aos Corações de Jesus e de sua Mãe, pois o mistério da redenção contempla a humanidade inteira. Estes dias são reservados para que cresçam nossa comunhão, nosso amor e nossa entrega a Deus.E como a Ressurreição já se aproxima, também em nome do Pe. Orlando e do Pe. José Arlindo e de todos os funcionários e benfeitores da Paróquia São João Batista de Mirandópolis, desejamos, além de uma frutuosa contemplação do mistério da cruz, uma gratidão e uma alegria verdadeiras no Tempo Pascal!O post Mistérios dolorosos: crucificação e morte de Jesus apareceu primeiro em AGORA NA REGIÃO.