China reage ao tratamento de outros países, diz Zeidan

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O professor Rodrigo Zeidan, da NYU (New York University) Shanghai e da FDC (Fundação Dom Cabral), analisou o posicionamento da China no cenário internacional durante entrevista ao WW. Segundo ele, a postura chinesa em relação aos conflitos globais é pragmática e reativa.Ao comentar sobre a capacidade do Irã de desgastar os Estados Unidos e Donald Trump em um possível conflito prolongado, Zeidan explicou que o Irã, assim como ocorreu com a Ucrânia, tenta vencer pelo atrito e demonstrar que o custo da guerra é muito elevado. “O Irã, assim como a Ucrânia, tenta vencer pelo atrito e tenta mostrar que o custo da guerra é muito grande”, afirmou. Leia Mais Capa da The Economist mostra Xi Jinping sorrindo com "erros" de Trump Análise: Por que adiamento da cúpula Xi-Trump poderia fortalecer a China? Putin e Xi Jinping querem ver Trump "se afundar" com guerra, diz professor A posição chinesa nos conflitos internacionaisEm relação ao papel da China nesse cenário, o professor destacou que o país asiático observa os acontecimentos de uma posição privilegiada. “A China, como você mencionou, ela assiste isso aqui de camarote”, disse. No entanto, Zeidan ressaltou que a instabilidade internacional não é necessariamente algo que agrade aos chineses.“Os chineses prefeririam uma ordem internacional calma. Não uma ordem internacional calma que os Estados Unidos mandam em tudo, mas uma ordem internacional calma”, explicou. O especialista lembrou que a China é um grande importador de petróleo e qualquer problema que eleve significativamente o preço do petróleo afeta a economia chinesa, que embora seja resiliente, não está em seu melhor momento.Zeidan enfatizou que a China já tentou exercer o papel de moderador em outros conflitos, como no caso da Rússia, sem obter sucesso significativo. Apesar de ter uma economia dez vezes maior que a russa, a China encontra limitações em sua influência sobre outros países. No caso do Irã, essas limitações são ainda maiores, já que as relações entre China e Irã não são tão próximas quanto as relações sino-russas.Sobre o comportamento chinês nas relações internacionais, especialista afirmou que “a China tem uma posição muito simples. Ela reage da forma que tratam ela. Se tratarem como adversário, ela vai ser adversário. Se tratarem como inimigo, ela vai tratar como inimigo”. Segundo o professor, isso significa que a forma como os Estados Unidos e europeus decidem tratar a China determinará como o país asiático se posicionará nos conflitos globais. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.