Investor Day: Panvel quer abrir até 1 mil lojas até 2030; veja o que analistas dizem

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A Panvel (PNVL3) apresentou, durante seu 2º Investor Day, o plano estratégico para o ciclo 2026-2030. A companhia sinalizou ao mercado que está se preparando para uma nova fase de expansão, além de estabelecer metas financeiras e operacionais robustas para o final da década.Além do plano estratégico, a XP Investimentos pontua em relatório que a Panvel mira um forte crescimento de receita, ganho de margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações/receita) e aceleração no ritmo de aberturas. Outros destaques consistem em:Marca própria como motor de crescimento e rentabilidade, com potencial de upside em futuros lançamentos de medicamentos isentos de prescrição (OTC);Reaceleração da expansão com foco estratégico nos estados do Paraná e Santa Catarina;Expectativa de resiliência para 2026, impulsionada por medicamentos GLP-1, genéricos e alavancagem operacional;Meta de ROIC (retorno sobre o capital investido) de 16–17% no longo prazo, com capital de giro estável e Capex limitado a cerca de 50% do Ebitda;Vendas do 4T25 reforçando o momento positivo, com destaque para a categoria de GLP-1.O guidance tem o objetivo de conquistar um faturamento bruto entre R$ 11,5 bilhões e R$ 12 bilhões, com uma margem Ebitda ajustada entre 6,7% e 7,0%. A rede deve alcançar entre 950 e 1.000 lojas até 2030. No campo da eficiência, a empresa pretende estabilizar o capital de giro em 17% da receita e manter o Capex em cerca de 50% do EBITDA, visando um ROIC de longo prazo entre 16% e 17%.Leia mais: Confira o calendário de resultados do 4º trimestre de 2025 da Bolsa brasileiraTemporada de balanços do 4T25 em destaque: veja ações e setores para ficar de olhoA estratégia de expansão física deve ganhar tração a partir de 2027. O plano prevê a abertura de cerca de 80 unidades anuais, o que representa um crescimento de 10% da base. “O documento formaliza uma trajetória de expansão mais acelerada, mantendo o ‘retorno’ no centro das decisões”, afirmam analistas do Itaú BBA.A XP Investimentos concorda com essa visão de crescimento acelerado, e de acordo com o relatório do banco, as aberturas devem se concentrar majoritariamente nos estados do Paraná e em Santa Catarina, onde a companhia quer alcançar um market share de até 12%.Os analistas ressaltam que a visão da Panvel é que o desempenho das farmácias melhora rapidamente quando a marca já é forte e conhecida na região, principalmente após atingir uma base sólida de 100 lojas por estado. Por isso, o foco regional é visto como uma decisão estratégica acertada para garantir a rentabilidade do novo ciclo.O Bradesco BBI, embora reconheça o fôlego do novo plano, adota um tom mais cético quanto ao histórico de entregas da companhia. O banco recorda que o Ebitda de 2025 ficou cerca de 20% abaixo da projeção feita pela empresa ainda em 2021.“Vemos o guidance de longo prazo da Panvel como uma leitura positiva para os pares”, afirmam analistas do BBI. Porém, eles ponderam que suas próprias estimativas de EBITDA para 2030 ainda situam-se 8% abaixo do que foi prometido pela companhia no evento.Tecnologia e IAEm relatório, os analistas do Itaú BBA elogiaram o pilar de tecnologia da Panvel. Na visão do banco, a empresa está se tornando cada vez “mais orientada por ferramentas” digitais. A gestão apresentou dados de um motor de precificação baseado em inteligência artificial  que já está em uso.Essa ferramenta de IA entregou um salto de 27% em receita e 30% em rentabilidade no canal digital. Para o Itaú BBA, esses upgrades de sistema são fundamentais para tornar a abertura de novas lojas um processo muito mais replicável e eficiente.Além da precificação, a automação está transformando o atendimento. A assistente virtual “Sofia” permitiu reduzir o quadro de funcionários do call center para apenas um terço do tamanho original, o que consequentemente dilui despesas administrativas importantes para a margem Ebitda .Corrida do GLP-1 e marca própriaPelo ângulo da XP, a força da marca própria da Panvel é o que garante a resiliência do lucro, e os analistas acreditam que essa linha possui um prestígio e uma força de mercado alinhados a nomes como Natura e Boticário.A verticalização dessa linha é vista como uma vantagem competitiva clara, pois as margens superam os produtos de terceiros em até 8 pontos percentuais. A expectativa é que a marca própria chegue a 10% das vendas totais até 2030. A XP enfatiza que esse é um “importante impulsionador” para o novo ciclo.O Bradesco BBI foca sua análise na oportunidade gerada pelos medicamentos GLP-1 (como Ozempic e Wegovy), e destaca que a Panvel possui quase o dobro de sua participação de mercado justamente nessa categoria específica (cerca de 4,4% vs. 2,4% no geral).No Investor Day, foi reforçado que a Panvel já preparou sua estrutura logística para o aumento de volume previsto quando as patentes desses medicamentos expirarem. Para o BBI, essa categoria sustenta o tráfego nas lojas e ajuda na alavancagem operacional, apesar da pressão que exerce na margem bruta.Os resultados prévios do 4T25 também ajudaram a sustentar as teses dos analistas. O Itaú BBA destacou o crescimento de 18,2% na receita bruta de varejo, superando suas projeções. Já a XP ressaltou o momento positivo em todas as categorias, incluindo Higiene e Beleza (HPC).A XP conclui que a Panvel entra em um “novo ciclo com um plano sólido”, mantendo a recomendação de compra. Essa visão é compartilhada pelo Itaú BBA, que vê espaço para uma reavaliação de múltiplos. O Bradesco BBI, contudo, prefere manter a neutralidade por enxergar um potencial de alta mais limitado no momento.InstituiçãoRecomendaçãoPreço-AlvoItaú BBACompraR$ 19,00XP InvestimentosCompra–Bradesco BBINeutraR$ 16,00The post Investor Day: Panvel quer abrir até 1 mil lojas até 2030; veja o que analistas dizem appeared first on InfoMoney.