De acordo com um artigo do Expresso das Ilhas, Cabo Verde surge imediatamente após os Estados Unidos (74,2 pontos) e à frente da Coreia do Sul (73,4). No topo da tabela continuam os países nórdicos, tradicionalmente associados a elevados padrões de governação e transparência: Finlândia (98,0), Dinamarca (97,9) e Noruega (96,5) lideram o ranking.Indicadores reforçam posição internacionalO relatório detalha ainda o desempenho de Cabo Verde em áreas específicas da governação. No controlo da corrupção, o país obteve 64,5 pontos; no indicador de Estado de Direito, 58,8; na liberdade de imprensa, 77,7; e nos direitos políticos, destacou-se com 95,2 pontos – um dos valores mais elevados no conjunto das métricas avaliadas.A informação foi tornada pública pelo Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, através das suas redes sociais, sublinhando que, no espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Cabo Verde ocupa a segunda posição, apenas atrás de Portugal (80 pontos).O chefe do Governo recordou ainda que, ao assumir funções em 2016, definiu como meta estratégica colocar o país entre os 50 melhores do mundo em índices de governação. «Os resultados demonstram que não estamos apenas a cumprir esse compromisso, mas a superá-lo», afirmou.Democracia, transparência e competitividadeSegundo Ulisses Correia e Silva, esta distinção junta-se a outras avaliações internacionais recentes, incluindo progressos registados no Índice de Perceção da Corrupção da Transparency International, reforçando a reputação de Cabo Verde como uma «democracia sólida, transparente e credível».O governante atribuiu o resultado ao trabalho das instituições públicas, ao compromisso com o Estado de Direito e à confiança dos cidadãos, reiterando a intenção do Executivo de consolidar a posição do país no panorama internacional.O que mede a World Economics?A World Economics é uma organização internacional especializada na produção e análise de dados económicos globais. Para além de avaliar indicadores como Produto Interno Bruto (PIB), crescimento económico, rendimento per capita e estimativas populacionais, a entidade analisa a qualidade e fiabilidade das estatísticas oficiais, com especial enfoque em economias em desenvolvimento.A organização complementa dados oficiais com inquéritos trimestrais próprios e desenvolveu bases de dados que abrangem mais de 150 países. Os seus índices são utilizados por instituições financeiras, bancos, grandes empresas e governos, assumindo relevância crescente nos mercados internacionais.A entrada de Cabo Verde no Top 30 mundial em governação representa, assim, não apenas um reconhecimento institucional, mas também um sinal relevante para investidores e parceiros internacionais, num contexto global onde qualidade institucional e estabilidade democrática são fatores decisivos de competitividade.O conteúdo Cabo Verde entra no Top 30 mundial de governação e lidera em África aparece primeiro em Revista Líder.