Grandes petroleiras suspendem embarques pelo Estreito de Ormuz após ataques ao Irã

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Diversos armadores, grandes empresas de petróleo e comerciantes suspenderam os embarques de petróleo, combustível e gás natural liquefeito pelo Estreito de Ormuz após os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã e o anúncio de Teerã sobre o fechamento da navegação, segundo fontes do setor neste sábado (28).“Nossos navios ficarão parados por vários dias”, disse um alto executivo de uma importante mesa de operações.Imagens de satélite de rastreadores de navios-tanque mostraram embarcações se acumulando perto de grandes portos, como Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, sem conseguir atravessar o Estreito de Ormuz.Várias embarcações na região receberam transmissões via VHF da Guarda Revolucionária do Irã informando que “nenhum navio está autorizado a passar pelo Estreito de Ormuz”, afirmou à Reuters um oficial da missão naval da União Europeia, Aspides.A Marinha do Reino Unido, porém, ressaltou que as ordens iranianas não têm força de lei e aconselhou que as embarcações transitassem com cautela.A associação de petroleiros INTERTANKO informou que a Marinha dos EUA alertou contra a navegação em todo o Golfo Pérsico, no Golfo de Omã, no norte do Mar Arábico e no Estreito de Ormuz, alegando que não poderia garantir a segurança da navegação.O Ministério da Marinha Mercante da Grécia também recomendou, neste sábado, que navios evitassem a região, segundo comunicado visto pela Reuters.Cerca de 20% do petróleo mundial, proveniente de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Irã, passa pelo Estreito de Ormuz, assim como grandes volumes de gás natural liquefeito do Catar.Quatorze navios-tanque de GNL já apresentaram sinais de redução de velocidade, manobras de retorno ou paradas no Estreito ou em suas proximidades, disse Laura Page, da consultoria Kpler. Ela alertou que esse número provavelmente aumentará, representando riscos significativos para as exportações de GNL do Catar.