C&A (CEAB3) sobe após balanço do 4º trimestre; bancos mantêm visão construtiva

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As ações da C&A (CEAB3) sobem forte nesta quarta-feira, após a divulgação do balanço do quarto trimestre, em movimento que contrasta com a forte queda no começo do ano, quando o mercado passou a questionar a capacidade de crescimento da varejista em meio a um ambiente mais competitivo e pressionado.Desta vez, apesar de um desempenho operacional ainda desafiador, números em linha com as expectativas e sinais de melhora em margens e disciplina financeira parecem sustentar a reação positiva dos investidores. Às 13h09, as ações da empresa subiam 2,29%, a R$ 12,93.Leia tambémJPMorgan inicia cobertura da Aura Minerals com compra e vê potencial de alta de 30%JPMorgan projeta o preço do ouro em US$ 6.300 por onça até o fim de 2026 e US$ 6.600 em 2027O Bradesco BBI considerou os resultados fracos, embora amplamente em linha com as expectativas do mercado, refletindo principalmente a forte desaceleração das vendas de mesmas lojas (SSS), que passaram de alta de 8,1% no trimestre anterior para leve queda de 0,3% no período.Segundo o banco, os números refletem desafios pontuais, como desequilíbrios no sortimento, ambiente promocional mais intenso, clima menos favorável e maior competição — fatores que pressionaram o desempenho do vestuário e interromperam a trajetória de mais de dois anos de ganho de produtividade frente aos pares. Leia mais: Confira o calendário de resultados do 4º trimestre de 2025 da Bolsa brasileiraTemporada de balanços do 4T25 em destaque: veja ações e setores para ficar de olho“Ainda assim, vemos sinais construtivos no avanço da margem bruta, na disciplina de capital de giro e no fluxo de caixa robusto, que reforçam a resiliência do modelo operacional”, comenta o BBI. O banco acredita que uma eventual normalização das vendas de mesmas lojas no início de 2026 será determinante para dissipar as preocupações deixadas pelo trimestre mais volátil. Caso esse cenário se confirme, entendemos que a fraqueza recente no desempenho das ações pode ter sido excessiva, especialmente considerando que CEAB3 negocia a aproximadamente 8,5 vezes o P/L (Preço sobre Lucro) estimado para 2026, sugerindo assimetria favorável para o investidor. O BBI mantém visão construtiva de médio prazo, sustentada pela melhoria estrutural da operação e pela capacidade de monetizar ganhos de eficiência à medida que o ambiente competitivo e climático se estabilize.O Goldman Sachs também classificou os resultados como fracos, com as vendas em mesmas lojas praticamente estáveis na comparação anual, nível que, na visão do banco, já era amplamente esperado pelos investidores com base em conversas recentes. A administração atribuiu o desempenho fraco a uma combinação de sortimento inadequado, com baixa disponibilidade de produtos de entrada, e clima irregular.Para Goldman Sachs, a margem bruta foi um ponto positivo, tanto em vestuário, com alta de 10 pontos-base na comparação anual, apesar de um ambiente mais promocional no fim de dezembro, quanto no consolidado de mercadorias, com avanço de 150 pontos-base, em meio à descontinuação gradual da categoria de eletrônicos. Por outro lado, as despesas com vendas, gerais e administrativas foram pressionadas pela desalavancagem operacional, levando a margem EBITDA ajustada antes da norma internacional de contabilidade IFRS a recuar 90 pontos-base na comparação anual.O Goldman Sachs segue vendo um ponto de entrada atrativo, especialmente se houver sinais de recuperação das vendas em mesmas lojas ao longo de 2026, o que pode impulsionar o sentimento no curto prazo e a expansão de múltiplos. O banco mantélucro projetado P/L para 2026 e oferecendo uma taxa composta de crescimento anual do lucro por ação (EPS CAGR, compound annual growth rate) de 13% entre 2026 e 2028.O JPMorgan avalia que a C&A reportou resultados operacionais fracos no 4T25, com lucro por ação ajustado (EPS) de R$ 0,89, alta de apenas 1% na comparação anual. O número ficou levemente acima do consenso e 4% acima da estimativa do próprio banco, beneficiado por menores despesas com inadimplência. O JPMorgan mantém visão construtiva para a C&A, que enxerga como uma tese de valor. A ação negocia a 7,3 vezes o P/L para 2026 e segue classificada como overweight e preço-alvo de R$ 22.Apesar do fraco desempenho de vendas no 4T25, o BBA espera que alguns erros de tomada de decisão fazem parte do processo de aprendizado, e permanece confiante na capacidade da administração de executar o plano após vários anos de resultados sólidos. A base de comparação no 1S26 não parece fácil, mas o banco acredita que a empresa pode continuar progredindo em sua meta de aumentar as vendas por metro quadrado ao longo do tempo. Por fim, o BBA destaca que os investidores estão considerando a CEAB3 negociada a aproximadamente 8 vezes o P/L de 2026, e a ação continua sendo uma das escolhas para 2026. Com isso, o banco reiterou recomendação de compra e preço-alvo de R$ 22.The post C&A (CEAB3) sobe após balanço do 4º trimestre; bancos mantêm visão construtiva appeared first on InfoMoney.