A Justiça homologou um acordo entre o apresentador José Luiz Datena e o empresário Pablo Marçal para encerrar os processos relativo à agressão durante um debate na campanha eleitoral de 2024, quando os dois disputavam a prefeitura de São Paulo. Em 15 de setembro daquele ano, Datena jogou uma cadeira em Marçal durante o debate da TV Cultura.O acordo foi homologado neste sábado (28) pelo desembargador Eduardo Francisco Marcondes, da 10ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), mas os termos são sigilosos.Em um dos processos, Marçal pedia R$ 100 mil de indenização por danos morais pela agressão, alegando que o episódio configurou uma afronta a seus “direitos de personalidade, atingindo sua honra, sua imagem e sua integridade física e moral”. A Justiça ainda não havia julgado o caso.No outro caso, era Datena quem pedia indenização por danos morais a Marçal, afirmando que o influenciador sugeriu que ele seria um estuprador ao chamá-lo de “Jack”. Ele também pediu R$ 100 mil. A Justiça havia negado este pedido em primeira instância, em maio de 2025. Datena recorreu ao TJ-SP e, nesta semana, o apresentador e o influenciador informaram que fizeram um acordo. Com isso, todos os processos relativos ao tema serão arquivados.RelembreA agressão ocorreu após Marçal provocar Datena sobre uma acusação de assédio sexual, que já havia sido mencionada no primeiro bloco do programa.Datena chamou Marçal de “bandidinho, ladrãozinho de dados” e afirmou que a acusação “custou muito” para ele e sua família. Marçal então disse que “o Brasil quer saber que horas você vai parar” e chamou o apresentador de “arregão”.“Você atravessou o debate esses dias para me dar um tapa, você não é homem nem para fazer isso”, falou Marçal, que neste momento foi atingido por Datena.Após a agressão, o programa foi suspenso e Marçal foi levado às pressas para o Hospital Sírio Libanês. Na época, o então candidato do PRTB afirmou que foi “covardemente agredido por José Luiz Datena” e que sofreu fraturas na mão.Naquela noite, Marçal começou o debate acusando Datena de ter praticado assédio sexual contra uma funcionária da Band.“Os playboys da cidade de São Paulo não sabem o que eu vou falar agora, mas quem é da quebrada sabe. Homem é homem, mulher é mulher, estuprador é diferente”, disse, citando uma música dos Racionais MC’s. “Tem alguém aqui que é “jack” (gíria para estuprador). É alguém que responde por assédio sexual. Essa pessoa dá pena”, disse, em relação ao apelido de “Dapena” que usa para se referir ao apresentador.O caso citado é uma denúncia feita pela repórter Bruna Drews, em janeiro de 2019. Datena a processou por calúnia e difamação. Nove meses depois da acusação, ela assinou uma retratação em um cartório de São Bernardo do Campo.Em uma representação feita no Ministério Público de São Paulo (MP-SP), a mulher alegou que Datena lhe disse que ela não precisava emagrecer pois “era muito gostosa” e que teria dito que era um desperdício ela “namorar uma mulher”. Em entrevista ao portal Universa, em outubro de 2019, ela disse que foi “induzida pelos advogados de Datena” a assinar a carta na qual se retratou pela acusação. Datena afirmou, no debate, que o caso foi arquivado pelo Ministério Público.“Foi uma acusação que a Polícia não viu provas nenhuma, nem investigou, o MP arquivou o processo, a pessoa que me acusou se retratou publicamente em cartório, pediu desculpas para mim e para minha família, foi um desgaste grande para a minha família, ser acusado de um crime destes é terrível e o Pablo Marçal continua sendo ladrãozinho de banco devidamente acusado e condenado”, falou o apresentador na ocasião. The post Datena e Marçal fazem acordo e processos sobre cadeirada são encerrados appeared first on InfoMoney.