Seis planetas poderão ser observados neste sábado em “festa no céu”

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Segundo a Nasa, os observadores do céu terão a oportunidade de ver seis planetas neste sábado (28), se o tempo permitir.Esse desfile planetário ocorre devido ao alinhamento das órbitas dos planetas ao redor do Sol, disse Heidi Haviland, cientista planetária do Centro de Voos Espaciais Marshall da Nasa em Huntsville, Alabama.Mercúrio, Vênus, Saturno e Júpiter serão visíveis a olho nu, enquanto Urano e Netuno exigirão binóculos ou um telescópio, de acordo com a Nasa. Os observadores não precisam se preocupar em usar óculos de proteção, como fariam para observar um eclipse solar. Leia Mais Foto do cometa 3I/ATLAS tirada por sonda em Júpiter intriga cientistas Mapeamento inédito "enxerga" força invisível que segura a Via Láctea James Webb registra macabra nebulosa com formato de "Crânio Exposto" O evento é visível em qualquer lugar da Terra, com as melhores vistas ao entardecer. Quem gosta de acordar cedo deve tentar vislumbrar o desfile planetário antes do amanhecer, e para os notívagos, a melhor visibilidade será logo após o pôr do sol, disse Haviland.Os melhores horários para observação variam de acordo com a localização, explicou ela por e-mail. Os planetas precisam estar a cerca de 10 graus ou mais acima do horizonte para serem visíveis. Se estiverem muito baixos, ficarão encobertos pela atmosfera da Terra, acrescentou.O desfile planetário serve como um lembrete de como os planetas orbitam o Sol e como suas posições em relação à Terra variam — um fator chave que os cientistas consideram ao planejar missões para outros planetas, como Marte, observou Haviland.“A missão InSight teve que esperar um ano inteiro para que a Terra e Marte se alinhassem em seu ponto de maior proximidade, portanto, as órbitas planetárias e sua posição em relação à Terra desempenham um papel importante no projeto da missão”, disse ela, referindo-se ao programa da Nasa que enviou um módulo de pouso robótico a Marte em 2018.Veja as principais descobertas astronômicas de 2026 Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 1 de 21 Descobertas de 2026 - (1): Astrônomos do Observatório Europeu do Sul identificaram uma "onda de choque" em torno de uma estrela morta. O fenômeno foi formado a partir de uma colisão entre o gás e a poeira ejetados pela estrela morta RXJ0528+2838, e foi identificado com auxílio do VLT (Very Large Telescope) • ESO/K. Iłkiewicz and S. Scaringi et al. Background: PanSTARRS Trocar imagemTrocar imagem 2 de 21 Descobertas de 2026 - (2): A lua Europa, de Júpiter, está na lista restrita de lugares do nosso Sistema Solar considerados promissores na busca por vida além da Terra, com um grande oceano subterrâneo que se acredita estar escondido sob uma camada externa de gelo. No entanto, novas pesquisas estão levantando dúvidas. Após modelar as condições de Europa, os pesquisadores concluíram que seu assoalho rochoso provavelmente é mecanicamente forte demais para permitir esse tipo de atividade. • Nasa/JPL-Caltech/SETI Institute Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 3 de 21 Descobertas de 2026 - (3): O vento solar, em combinação com o campo magnético da Terra, tem transportado partículas da atmosfera do nosso planeta para a superfície da Lua há bilhões de anos, revela pesquisa da Universidade de Rochester • Shubhonkar Paramanick/Universidade de Rochester Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 4 de 21 Descobertas de 2026 - (4): Astrônomos podem ter descoberto um tipo de objeto até então desconhecido, apelidado de "Cloud-9", que pode lançar luz sobre a matéria escura. Pesquisa publicada no periódico The Astrophysical Journal Letters mostra que Cloud-9 é uma nuvem de matéria escura que pode ser um remanescente da formação de galáxias nos primórdios do universo • NASA/ESA/VLA/Gagandeep Anand/Alejandro Benitez-Llambay/Joseph DePasquale Trocar imagemTrocar imagem 5 de 21 Descobertas de 2026 (5) - Um objeto vindo do espaço chocou-se com a Terra há cerca de seis milhões de anos, espalhando fragmentos pelo Brasil. Somente agora, em 2026, a ciência conseguiu confirmar o evento, que deu origem a pedaços de vidro conhecidos como tectitos. • Álvaro Cóstra/Unicamp Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 6 de 21 Descobertas de 2026 (6) - Observações realizadas peloTelescópio Espacial James Webb identificaram centenas de pequenos objetos avermelhados em imagens profundas do Universo primitivo. Um estudo liderado por Rusakov et al., publicado na revista Nature em janeiro, apresentou uma nova interpretação para esses objetos. De acordo com os autores, os LRDs correspondem a buracos negros em fase inicial de crescimento • Reprodução NASA, ESA, CSA, STScI, JWST; Dale Kocevski (Colby College) Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 7 de 21 Descobertas de 2026 (7) - Os astrônomos há muito tempo buscam indícios de que uma estrela companheira oculta se encontra fora de vista perto da supergigante vermelha Betelgeuse. Agora, eles descobriram uma nova evidência: um rastro semelhante ao deixado por um barco, atravessando a atmosfera superior de Betelgeuse, provavelmente formado pela companheira invisível • Elizabeth Wheatley/ESA/NASA Trocar imagemTrocar imagem 8 de 21 Descobertas de 2026 (8) - Uma equipe internacional de astrônomos revelou a descoberta de uma estrutura inédita de ferro ionizado no interior da Nebulosa do Anel. Os cientistas detectaram a "barra" estreita que emite luz especificamente através de átomos de ferro • Telescópio Espacial James Webb Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 9 de 21 Descobertas de 2026 (9) - Uma equipe de astrônomos, com o auxílio do ALMA (Atacama Large Millimeter Array), um rádio-observatório que fica no Chile, conseguiu registrar em alta resolução 24 discos de detrito em torno de estrelas. Os anéis fotografados fazem parte da Cintura de Kuiper, que fica no mesmo Sistema Solar da Terra, depois de Netuno.  • Divulgação/ESO Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 10 de 21 Descobertas de 2026 (10) - Astrônomos registraram um dos exemplos mais impressionantes já vistos no espaço após observarem a presença de um buraco negro “renascido” após 100 milhões de anos em inatividade em uma cena comparada à erupção de um “vulcão cósmico”. Segundo o estudo publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, o fenômeno foi observado no centro da galáxia J1007+3540 • LOFAR/Pan-STARRS/S. Kumari et al. Trocar imagemTrocar imagem 11 de 21 Descobertas de 2026 (11) - Conceito artístico do exoplaneta candidato HD 137010 b, apelidado de "Terra fria" por ser um possível planeta rochoso ligeiramente maior que a Terra, orbitando uma estrela semelhante ao Sol a cerca de 146 anos-luz de distância • NASA/JPL-Caltech/Keith Miller (Caltech/IPAC) Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 12 de 21 Descobertas de 2026 (13) - Uma molécula de 13 átomos contendo enxofre (como pode ser visto nesta ilustração) foi descoberta no espaço interestelar pela primeira vez. Os pesquisadores consideram a descoberta um "elo perdido" na compreensão das origens cósmicas da química da vida. • Divulgação/ MPE/NASA/JPL-Caltech Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 13 de 21 Descobertas de 2026 (14) - Júpiter é, sem dúvida, o maior planeta do nosso Sistema Solar. No entanto, uma recente descoberta mostrou que ele não é tão grande assim — por uma margem muito pequena — quanto os cientistas pensavam. Segundo as observações de Juno, Júpiter tem um diâmetro equatorial de 142.976 km (88.841 milhas), aproximadamente 8 km (5 milhas) menor • Nasa Trocar imagemTrocar imagem 14 de 21 Descobertas de 2026 (15) - Cientistas estão monitorando o comportamento de um buraco negro supermassivo que apresenta hábitos alimentares específicos desordenados. Usando principalmente radiotelescópios no Novo México e na África do Sul, eles acompanham o buraco negro, localizado no centro de uma galáxia muito além da Via Láctea, enquanto ele continua a expelir um jato de material em alta velocidade após rasgar e devorar uma estrela que cometeu o erro de se aproximar demais • Nasa Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 15 de 21 Descobertas de 2026 (16) - Uma nova análise de dados de radar de Vênus, obtidos pela sonda Magellan da Nasa na década de 1990, indicou a presença de uma cavidade subterrânea criada por um fluxo de lava, a primeira estrutura subterrânea já detectada no planeta vizinho da Terra • Divulgação/RSLab, University of Trento Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 16 de 21 Descobertas de 2026 (17) - Imagine todos os oceanos da Terra, que cobrem cerca de 70% do planeta e são compostos principalmente de hidrogênio. Agora multiplique isso por nove. Essa pode ser a quantidade de hidrogênio no núcleo da Terra, relataram cientistas na revista Nature Communications. • Tumeggy/Science Photo Library RF/Getty Images Trocar imagemTrocar imagem 17 de 21 Descobertas de 2026 (18) - Pesquisadores rastrearam uma estrela grande e brilhante que, em seus estertores, praticamente desapareceu de vista ao se transformar em um buraco negro sem explodir. Agora, ela só é detectável devido a um brilho sutil causado pelo aquecimento do gás e da poeira remanescentes, que são sugados pela força gravitacional irresistível do buraco negro recém-nascido. A estrela, chamada M31-2014 - DS1, estava localizada na Galáxia de Andrômeda • Keith Miller, Caltech/IPAC – SELab Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 18 de 21 Descobertas de 2026 (19) - Um sistema exoplanetário a cerca de 116 anos-luz da Terra pode mudar completamente a forma como os planetas se formam. Quatro planetas orbitam LHS 1903 — uma estrela anã vermelha, o tipo mais comum de estrela no Universo — e estão dispostos em uma sequência peculiar. • Reprodução/ESA Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 19 de 21 Descobertas de 2026 (20) - Uma vista de Saturno e Titã, a maior lua do planeta, capturada pela sonda Cassini. Pesquisadores sugerem que uma colisão antiga da maior lua de Saturno com outro corpo celeste pode ter dado origem aos anéis • NASA/JPL-Caltech/Instituto de Ciências Espaciais Trocar imagemTrocar imagem 20 de 21 Descobertas de 2026 (21) - A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou uma impressionante fotografia do cometa interestelar 3I/ATLAS. Foi o primeiro registro de Juice da passagem do cometa. • ESA/JUICE/JANUS Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 21 de 21 Descobertas de 2026 (22) - Corpos celestes com formato semelhante a “bonecos de neve” são mais comuns no Sistema Solar do que se imaginava. A forma curiosa, marcada por dois blocos unidos, é resultado da fusão lenta de objetos menores no início da formação planetária. O exemplo mais conhecido é Arrokoth, visitado em 2019 pela sonda New Horizons • Reprodução/Google Trocar imagemTrocar imagem visualização default visualização full visualização gridComo diferenciar os planetasHaviland compartilhou algumas dicas para identificar os planetas durante a próxima exibição.“Normalmente, Vênus é o primeiro objeto a aparecer”, disse Haviland, acrescentando que será o objeto mais brilhante no céu depois do Sol e da Lua, e terá um brilho branco constante e intenso no horizonte oeste após o pôr do sol.Marte aparecerá como um ponto vermelho e Saturno terá uma tonalidade amarelada. Se você olhar bem alto no céu, poderá encontrar Júpiter.Mercúrio será o mais difícil de avistar sem auxílio visual, mas a melhor chance de vê-lo será cerca de 30 a 60 minutos após o pôr do sol local, disse Haviland. O menor planeta do nosso sistema solar aparecerá branco e estará baixo no horizonte.Para ter a melhor vista, evite as luzes da cidade e torça para que o céu esteja limpo, disse Joel Wallace, oficial de informações públicas do Centro Espacial Marshall.Três planetas — Júpiter, Vênus e Saturno — estarão alinhados no céu sudoeste em dezembro de 2021 • Alan Dyer/VW Pics/Universal Images Group/Getty ImagesPróximos eventos celestiaisNa terça-feira (3), um eclipse lunar total será visível na Ásia, Austrália, Ilhas do Pacífico e Américas. A Lua ficará vermelha, razão pela qual é chamada de Lua de Sangue. O evento marca o último eclipse lunar total visível da América do Norte até dezembro de 2028.No dia 31 de maio, os observadores do céu poderão contemplar uma Lua Azul, a segunda lua cheia em um mesmo mês. Apesar do nome, a lua não apresentará coloração azul. Esse fenômeno ocorre a cada dois anos e meio a três anos, ou seja, ” uma vez na vida “.Nos dias 8 e 9 de junho, dois planetas brilhantes — Vênus e Júpiter — aparecerão no céu a uma distância equivalente à largura de um dedo mindinho um do outro, do nosso ponto de vista na Terra, apesar de estarem a milhões de quilômetros de distância um do outro. Eles serão visíveis a olho nu, de acordo com a NASA .