Taxas longas de DIs avançam enquanto Treasuries permanecem estáveis

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As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) de prazos longos registram leves altas ante os ajustes anteriores nesta quinta-feira (26), em uma sessão até o momento sem gatilhos fortes de negociação, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries operam próximos da estabilidade.Às 9h51, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,55%, ante 12,535% no ajuste da véspera. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,335%, ante 13,298%.Na quarta-feira (25), as taxas longas haviam registrado leves baixas no Brasil, após nova pesquisa eleitoral indicar um cenário menos favorável à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Nesta manhã de quinta-feira, sem novidades no campo político, as taxas longas exibem alguns ganhos, mas o movimento ao longo de toda a curva brasileira é discreto.No exterior, os rendimentos dos Treasuries também mostram contenção, após os resultados corporativos da gigante tecnológica norte-americana Nvidia — bastante aguardados — não empolgarem. O rendimento do Treasury de dez anos — referência global para decisões de investimento — mantinha-se estável, a 4,052%.Nesta manhã, os títulos norte-americanos precificavam 53,9% de probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% em junho — mês da reunião do Federal Reserve, com apostas mais divididas no curto prazo — contra 40,1% de chance de corte de 25 pontos-base, segundo a ferramenta CME FedWatch.No Brasil, as opções de Copom precificavam na terça-feira — dado mais recente — 81,5% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic em março, 13,5% de chance de redução de 25 pontos-base, 2% de corte de 75 pontos-base e 2% de possibilidade de manutenção em 15% ao ano.