Marcos Pereira fala sobre chance de apoiar Lula: ‘Abaixo da média’

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O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), afirmou que as chances de o partido apoiar a reeleição do presidente Lula (PT) estão “abaixo da média”. A declaração foi dada em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta quinta-feira (26).“Tem chance, mas não queria dar nota. Mas na prova que a média é 5, a nota está abaixo, porque o partido é de centro-direita”, disse. Segundo ele, os cinco senadores da legenda são de oposição e, na Câmara, a maioria da bancada tem posicionamento de centro-direita. “Não posso ir contra a maioria”, afirmou.Marcos Pereira explicou que qualquer definição sobre apoio formal, seja a Lula ou ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), dependerá do cenário após a janela partidária, que se encerra em 4 de abril. “Quero começar o debate internamente, mas após o fechamento da janela, para analisar como vai ficar o novo quadro da bancada. É um tema que vamos iniciar lá para a segunda quinzena de abril, início de maio”, declarou.Ele disse que a decisão final deve ocorrer no segundo semestre. “O caminho do Republicanos passa por esse diálogo interno, mas passa também por uma avaliação das candidaturas mais competitivas por volta de junho, julho, mais tardar em agosto, que é quando a lei nos impõe a tomada de decisão. Por essa diversidade do país, só poderemos tomar essa decisão depois”, afirmou.Durante a entrevista, o presidente do Republicanos também comentou o cenário em São Paulo e disse que o governador Tarcísio de Freitas deve atuar como aliado na disputa presidencial. “Tenho certeza de que, quando puder, a campanha de SP será casada com a de Flávio”, declarou. Ele acrescentou que considera “extremamente difícil” uma candidatura presidencial de Tarcísio, já que o governador precisaria renunciar ao cargo até 4 de abril.Aproximação de Tarcísio e FlávioA colunista da Jovem Pan Beatriz Manfredini apurou que Flávio Bolsonaro deve fazer a primeira aparição pública ao lado de Tarcísio na sexta-feira (27). Os dois participarão de um evento promovido pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), que também contará com a presença do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.Com isso, André do Prado, que disputa a possibilidade de vice na chapa de Tarcísio à reeleição, vai juntar os quatro pela primeira vez em clima de pré-campanha. A foto conjunta deve ser importante para reforçar o pedido do PL pela vaga – recentemente, como antecipado com exclusividade pela coluna, a disputa foi acirrada com uma lista em apoio a do Prado que circula pela Casa, além da pressão de Valdemar.O PL argumenta que tem a maior bancada da Casa, que ajudou em todos os projetos do governador – internamente, no entanto, Tarcísio tem resistido, e dito que o partido já está contemplado na chapa nacional, com Flávio.Até o momento, todos – Tarcísio, Valdemar e Flávio – confirmaram presença no evento, segundo assessoria.Acordo UE-MercosulMarcos Pereira é o deputado relator do texto sobre o acordo da UE-Mercosul na Câmara, que foi aprovado na quarta-feira (25). Ele relembrou sua participação direta na retomada das negociações com o bloco europeu em 2016, durante o governo de Michel Temer, onde foi ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, e destacou que a aprovação pode render empregos e gerar renda ao Brasil.“Esse tema avançou nos governos Temer, Bolsonaro, e agora no governo Lula se concluiu. A mensagem que damos com esse tema não é um acordo de governos. Passou por vários governos. É um acordo do país que vai aumentar as importações e exportações, gerar emprego e gerar renda”, completou.A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. A decisão ainda segue para ser aprovada no Senado, etapa final para entrar em vigor. A senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS) será relatora do acordo entre Mercosul e União Europeia (UE) no Senado. “Recebi a missão de relatar o acordo no Senado”, disse Tereza Cristina a jornalistas, durante o lançamento do Instituto Diálogos, think tank, voltado ao debate e à proposição de políticas públicas. Ela será presidente do Conselho de Administração do instituto.A senadora afirmou também que o “acordo está posto”, podendo serem feitas recomendações no texto para aprovação do Congresso. Ela defendeu ainda a regulamentação das salvaguardas internas como mecanismo para o Brasil estar preparado para o pacto. “É um acordo enorme e complexo. O Brasil precisa olhar com cuidado”, acrescentou, citando as 9 mil páginas do tratado comercial. Leia também Câmara deve pautar PEC da escala 6x1 no plenário até maio, afirma Motta 'Campanha de Tarcísio será casada com a de Flávio', afirma presidente do Republicanos