Quatro anos após estrear na Nasdaq, o Patria Investmentos continua a avançar nos seus planos de expansão. No início de fevereiro, a gestora divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2025, que mostraram crescimento robusto e saudável. Com um negócio diversificado em classes de ativos, setores e geografias, o Patria registrou captação anual recorde em sua história, de US$ 7,7 bilhões – com destaque para Infraestrutura, responsável por US$ 2,253 das entradas orgânicas.Recorde de ativos sob gestãoA evolução nas captações contribuiu de maneira decisiva para outro marco: o total de ativos sob gestão (AUM) pela primeira vez rompeu a casa dos US$ 50 bilhões e encerrou o ano em US$ 52,6 bilhões, alta de 26% em relação a 2024. O avanço de escala teve impacto também na rentabilidade da base de ativos. O Fee Earning Asset Under Management (FEAUM, que compreende a base de ativos geradores de taxa de administração) atingiu US$ 40,8 bilhões no ano, um crescimento de 24% em 12 meses. Como era de se esperar, o forte desempenho se refletiu diretamente nos resultados financeiros. Os ganhos relacionados a taxas (Fee Related Earnings – FRE) alcançaram US$ 202,5 milhões no ano completo – um aumento de 19% em relação a 2024a; e o lucro líquido atribuível aos acionistas totalizou US$ 85,6 milhões, alta de 19% em 12 meses. “Estamos entusiasmados em divulgar os resultados do quarto trimestre, que coroam um 2025 extremamente bem-sucedido”, disse o CEO do Patria, Alex Saigh, na ocasião dos anúncios ao mercado.Na conversa com investidores, a gestora reportou que pagará um dividendo trimestral de US$ 0,15 por ação em 12 de março. Estratégia e futuroO Patria é uma gestora global de ativos alternativos, com presença relevante na América Latina, Europa e Estados Unidos. Seu portfólio abrange estratégias como infraestrutura, crédito, real estate, private equity e public equity. Ao longo do último ano, além de ter crescido de maneira orgânica, a empresa acelerou sua agenda de expansão por meio de operações de M&A. “Desde o fim do 3T25, anunciamos três aquisições que ampliam nossas capacidades e escala em classes de ativos estratégicas”, ressaltou o CEO. Ele se referia à aquisição (de 51%) da Solis, que atua no mercado de crédito privado no Brasil; da RBR, especialista em fundos imobiliários também no mercado local; e da Global Partners, gestora americana de Lower-Middle-Market Private Equity Solutions. Agora, o executivo acredita que o Patria tem fôlego para estender a expansão do negócio. “Ao entrarmos em 2026, o momento construído ao longo de 2025 nos coloca em uma posição sólida para alcançar — e potencialmente superar — as metas de captação e de FRE estabelecidas em nosso Investor Day de dezembro de 2024”.Diversificação geográficaOs planos do Patria mencionados por Saigh são ambiciosos e estruturam o plano estratégico para o triênio 2025–2027. Entre eles, está atingir US$ 70 bilhões em ativos geradores de taxa (FEAUM) até o fim de 2027. Outro eixo central está na geração de resultados recorrentes. O Patria projeta elevar seus Fee Related Earnings (FRE) para um intervalo entre US$ 225 milhões e US$ 245 milhões já em 2026 e, na sequência, alcançar entre US$ 260 milhões e US$ 290 milhões em 2027.O processo de crescimento deve ser apoiado pela credibilidade do Patria, uma gestora que tem 38 anos de história e elevados níveis de governança corporativa. É o que diz Daniel Sorrentino, managing partner no Brasil e head global de Clientes. “Somos uma empresa listada. Divulgamos os resultados em detalhes, sofremos escrutínios da SEC, dos nossos acionistas e investidores. E o nível de diligência que sofremos de um investidor que vai investir US$ 100, 200, 300 milhões por 10, 15 anos antes de ele tomar uma decisão é brutal”, destaca o executivo Para Sorrentino, 2025 teve um papel destacado nessa jornada – e dá as bases para o próximo ciclo de crescimento. “Sem dúvida nenhuma, foi o melhor ano da história do Patria”, avalia o executivo.Mais informações sobre os serviços do Patria podem ser acessadas no site.The post Patria em 2025: recorde de captações e crescimento de dois dígitos do lucro appeared first on InfoMoney.