Cão Orelha: falta de fraturas não elimina tese de violência; entenda

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A Polícia Científica de Santa Catarina concluiu o laudo pericial do cão comunitário Orelha, exumado para perícia direta após suspeitas de agressão na Praia Brava. Embora o exame visual não tenha identificado fraturas nos ossos, o documento ressalta que o resultado não descarta a ocorrência de um traumatismo cranioencefálico provocado por ação humana.O exame necroscópico, realizado após a exumação, enfrentou limitações severas devido ao avançado estado de putrefação e esqueletização do animal.Essa condição impossibilitou os peritos de analisarem tecidos moles e órgãos internos, restringindo o foco apenas à avaliação da estrutura óssea.Por esse motivo, a causa da morte não pôde ser determinada de forma definitiva. Trocar imagemTrocar imagem 1 de 11 Ato reuniu centenas de pessoas em frente ao MASP; protestos também estão previstos no Rio, em BH e Brasília • CNN Brasil Trocar imagemTrocar imagem 2 de 11 Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 3 de 11 Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 4 de 11 Trocar imagemTrocar imagem 5 de 11 Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 6 de 11 Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 7 de 11 Trocar imagemTrocar imagem 8 de 11 Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 9 de 11 Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 10 de 11 Trocar imagemTrocar imagem 11 de 11 visualização default visualização full visualização grid Leia Mais Cão Orelha: animal continuou andando mesmo após as agressões, diz polícia Cão Orelha: quais as provas da Polícia contra o adolescente suspeito? Caso cão Orelha: confira áudio divulgado que revela agressão em grupo PeríciaOs peritos examinaram minuciosamente todos os ossos e não constataram lesões que pudessem ser atribuídas diretamente à agressão no esqueleto.No entanto, a literatura médica indica que impactos contundentes, como chutes ou golpes com objetos rígidos, são capazes de causar lesões cerebrais fatais sem necessariamente romper a caixa craniana.Boatos descartados e condições pré-existentesA análise técnica também serviu para desmentir informações falsas que circulavam em redes sociais.A perícia descartou a hipótese de um prego ter sido cravado na cabeça do animal, uma vez que tal ato deixaria uma fratura circular característica no crânio, o que não foi encontrado.Além disso, foram identificadas patologias crônicas compatíveis com a idade avançada do cão, como espondilose na coluna e degenerações nas articulações dos joelhos.Segundo o laudo, essas condições são naturais do envelhecimento e não possuem relação com os traumas recentes investigados pela força-tarefa.Defesa e andamento das investigaçõesA defesa dos adolescentes suspeitos sustenta que a ausência de fraturas comprova a inocência dos jovens.Por outro lado, a investigação da Polícia Civil baseou-se em mais de mil horas de filmagens de 14 equipamentos diferentes, além de depoimentos e dados de geolocalização que colocam o principal suspeito na cena do crime no horário das agressões.O caso segue sob sigilo, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) avalia os resultados da perícia e das diligências complementares para decidir sobre a continuidade da representação judicial contra os envolvidos.