Nebulosa do Crânio Exposto é revelada com nitidez sem precedentes

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Divulgadas nesta quarta-feira (25), as imagens mais recentes do Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA, revelam detalhes nunca antes observados de uma nebulosa pouco conhecida que envolve uma estrela em fase final de vida. O registro foi feito em luz infravermelha, capaz de atravessar nuvens de poeira e mostrar estruturas antes invisíveis. Batizada de PMR 1, essa nebulosa é uma nuvem de gás e poeira que lembra um cérebro visto dentro de um crânio transparente, razão pela qual ganhou o apelido de “Nebulosa do Crânio Exposto”. As novas imagens destacam ainda mais essa aparência, com divisões que parecem formar dois hemisférios cerebrais.Comparação lado a lado mostra como os instrumentos do Webb revelam a nebulosa Crânio Exposto de formas diferentes. A NIRCam destaca estrelas e galáxias ao fundo. Já o MIRI evidencia a poeira cósmica, que brilha com mais intensidade no infravermelho médio. Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI; Processamento de imagem: Joseph DePasquale (STScI)NASA registrou Nebulosa do Crânio Exposto há mais de 10 anosA estrutura já havia sido observada mais de uma década atrás pelo Telescópio Espacial Spitzer, também da NASA, hoje aposentado. Agora, com os instrumentos mais modernos do Webb, os astrônomos conseguem observar a região com muito mais clareza e definição, revelando aspectos que antes passavam despercebidos.As imagens foram captadas pela Câmera de Infravermelho Próximo (NIRCam) e pelo Instrumento de Infravermelho Médio (MIRI) do Webb. Enquanto a NIRCam evidencia o gás mais quente e as estruturas internas mais definidas, incluindo a faixa escura que corta o centro da nebulosa de cima a baixo, o MIRI destaca regiões mais frias e o material que parece estar sendo expelido para fora.Considerado o mais avançado telescópio espacial em operação, o JWST começou a trabalhar em 2022 e, desde então, vem revolucionando a forma como enxergamos o cosmos. Ele é resultado de uma colaboração internacional liderada pela NASA, com participação das agências espaciais europeia (ESA) e canadense (CSA).A Nebulosa do Crânio Exposto capturada em 2013 pelo Telescópio Espacial Spitzer, já aposentado pela NASA. Crédito: NASA/JPL-Caltech/J. Hora (Harvard-Smithsonian CfA)Leia mais:Nebulosa famosa exibe intrigante ‘faixa’ de ferro nunca antes observadaNebulosa da Borboleta: nova imagem revela detalhes inéditosNebulosa da Aranha Vermelha encanta em nova imagem do James WebbO que as imagens revelam sobre a estruturaAs análises mostram que a nebulosa foi construída em etapas distintas ao longo do tempo. A camada mais externa, rica em hidrogênio, foi lançada primeiro pela estrela. No interior, há uma área mais estruturada, formada por diferentes gases e com formas bem marcadas. Uma faixa escura atravessa o centro de cima a baixo, criando a impressão visual de dois lados simétricos, como se fossem os hemisférios do cérebro.Segundo a NASA, essa faixa pode estar ligada a jatos de material lançados pela estrela central. Quando as estrelas envelhecem, elas podem liberar fluxos em direções opostas, moldando o gás ao redor. As imagens mostram sinais de que esse material ainda está sendo expelido.O futuro da estrela depende de sua massa, ainda desconhecida. Se for muito grande, poderá explodir como supernova. Se tiver tamanho parecido com o do Sol, perderá suas camadas aos poucos e restará apenas um núcleo denso, chamado anã branca, que esfriará lentamente ao longo de bilhões de anos – e qualquer que seja o desfecho, nós nunca saberemos.O post Nebulosa do Crânio Exposto é revelada com nitidez sem precedentes apareceu primeiro em Olhar Digital.