Alesp abre processo disciplinar que pode levar à cassação de Lucas Bove

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O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) abriu um processo disciplinar contra o deputado Lucas Bove (PL), que pode levar à cassação de seu mandato. O processo diz respeito a uma representação apresentada pela deputada Mônica Seixas (PSOL), que acusa o parlamentar de agressões de gênero devido a agressões verbais ocorridas durante discussões na Casa.O deputado é réu na Justiça por violência doméstica, pois foi acusado por sua ex-mulher, Cíntia Chagas, de tê-la agredido, mas as representações a respeito deste caso na Alesp não foram apreciadas.Em 2 de setembro, Mônica Seixas questionou porque Bove estava falando com a também deputada Professora Bebel (PT) com o dedo em riste, e foi até o microfone do plenário falar sobre isso. Neste momento, Bove foi até outro microfone e disse que falava “do jeito que quiser”, e os dois começaram a bater boca. O parlamentar se exaltou, aumentou o tom de voz e depois chegou a bater a mão na mesa.Leia tambémLula quer ajuda de Trump para prender Ricardo Magro, dono da Refit; saiba quem éPresidente brasileiro já havia destacado o interesse na colaboração dos EUA para o combate ao crime organizado— Eu falo com a mão do jeito que eu quiser, não vem encher o meu saco, vai trabalhar, vai trabalhar! Eu não respeito você, eu não respeito você, eu não abaixo não, eu falo no tom que eu quiser, não se mete na conversa dos outros. Vem fazer graça aqui comigo, me chama de agressor, vai fazer graça para lá – disse na ocasião, quando a sessão foi suspensa e a transmissão interrompida.Na sessão desta terça-feira (24), o Conselho de Ética aprovou a abertura do processo disciplinar contra Bove por unanimidade. Votaram a favor da abertura os deputados Emídio de Souza (PT), Eduardo Nóbrega (Podemos), Rafael Saraiva (União), Paula da Bancada Feminista (PSOL) e Delegado Olim (PP), e o relator do caso será o deputado Emídio.— Eu me senti na obrigação de proteger a Bebel, e o Lucas estava gritando comigo, e eu queria apenas que o presidente dissesse “deputado Lucas, não está na sua vez de falar, para de gritar”, mas ele continuou gritando livremente o quanto quis. Interrompeu a sessão para as câmeras não flagrarem — falou Mônica em sua manifestação no Conselho de Ética.Bove chegou a protocolar uma representação contra Mônica também, mas o caso foi arquivado. Agora, haverá a oitiva de testemunhas e a apresentação de defesa, e ao final o conselho de ética vai opinar pela sanção a ser aplicada, que posteriormente precisa ser votada em Plenário. Entre as sanções possíveis estão a advertência, a suspensão temporária do mandato e a cassação.O deputado afirmou, em nota, que foi denunciado “por conta de uma discussão acalorada em plenário, corriqueira na politica e sem qualquer tipo de violência”.“Não fiz rachadinha e não chutei nenhum cidadão, como fez o deputado do PSOL que escapou da cassação em um movimento politico. Aqui não é diferente: não tratou-se de um julgamento de mérito, mas sim político. Não à toa deixaram o tema, que já estava posto há meses, para o início do ano eleitoral. Tanto é que, o caso no qual representei a deputada do PSOL, por me chamar de imbecil no plenário, foi arquivado nesta mesma sessão. Qual ética e/ou decoro que tem um parlamentar que xinga outro? Há, como de costume, dois pesos e duas medidas para legitimar uma perseguição contra parlamentares bolsonaristas”, afirmou.The post Alesp abre processo disciplinar que pode levar à cassação de Lucas Bove appeared first on InfoMoney.