Por que o Galaxy S26 tem o chip Exynos 2600 no Brasil? Samsung explica escolha

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A nova linha de smartphones de ponta da Samsung foi oficialmente anunciada nesta quarta-feira (25). Diferente da última geração, somente um dos modelos, o Galaxy S26 Ultra, será lançado com processador Qualcomm Snapdragon no Brasil, reacendendo uma polêmica já antiga.Os celulares Galaxy S26 de base e Galaxy S26+ serão lançados com o chipset proprietário Exynos 2600 no Brasil. Ele foi anunciado no final de 2025 e é o primeiro para dispositivos móveis produzido com base na litografia de 2 nanômetros, um avanço considerável. O Snapdragon 8 Elite Gen 5, por sua vez, foi produzido em 3 nanômetros.As melhorias desse novo chip da Samsung incluem uma nova arquitetura de CPU com dez núcleos, avanços de NPU para inteligência artificial (IA), melhorias na GPU para Ray Tracing em jogos, além de correções para evitar superaquecimento dos componentes.Confira também: Exynos 2600 dos Galaxy S26 surpreende em teste de Ray TracingHistoricamente, a Samsung costuma disponibilizar diferentes chipsets dependendo da região. Em alguns casos, os dispositivos podem ser lançados com as duas variantes: chip Exynos em alguns lugares, chip Snapdragon em outros.A polêmica aqui é justamente em relação ao desempenho e experiência geral dos chips da marca em comparação com os da Qualcomm, além de problemas de superaquecimento (thermal throttling) no modelo da Samsung.Relembre: Diablo Immortal apresenta falhas em celulares Samsung com ExynosGalaxy S9: 'consumo excessivo' seria culpa do ExynosExynos 2100 mostra instabilidade em teste no Galaxy S21 UltraO histórico de problemas da linha Exynos acabou gerando desconfiança por parte do consumidor brasileiro. Entre os temas mais citados, há o superaquecimento, redução da autonomia de bateria, desempenho inferior e possíveis problemas com a captura de imagens pela câmera. De acordo com a Samsung, essas possíveis “desvantagens” foram ultrapassadas na atual geração.Galaxy S26 com Exynos no Brasil: polêmica ou coisa boa?Em entrevista ao TecMundo, Rafael Aquino, diretor de Produto de Mobile Experience da Samsung Brasil, reforçou que o Galaxy S26 Ultra é o protagonista da nova linha, sim. Mas olhando o contexto geral, os novos S26 e S26+ são muito parecidos em termos de ficha técnica com os modelos anteriores, os S25 e S25+.O chip Exynos 2600 terá maior participação global neste lançamento. (Foto: Wellington Arruda/TecMundo)A principal mudança para esses dois modelos está nas novas funções de IA e na melhoria geral de hardware que inclui o Exynos 2600. Ele explicou que a distribuição do chipset proprietário será mais ampla para outros países também.“Globalmente, a estratégia da Samsung este ano é trazer o Exynos no [S26] base e no Plus e o Snapdragon no Ultra. Alguns mercados específicos, como exceção, eles vão trazer o Snapdragon em todos os modelos”, afirma Aquino.Sobre a performance dos smartphones com ambas as versões (Snapdragon e Exynos), o executivo cita que o novo chip da Samsung “tem os níveis mais avançados de CPU, GPU e NPU, e a gente está bastante confiante que ele entrega a performance que o cliente precisa”.Segundo o Aquino, as críticas em relação ao novo processador “são bastante positivas”. Com o lançamento, ele aponta que agora é o momento de ter “as comparações de performance do produto de fato”, considerando todo o hardware combinado. “Mas a avaliação interna que a gente tem e a usabilidade que a gente experienciou é bastante positiva nessa nova geração do Exynos”, avalia.Sobre as ferramentas de IA, ele explica que os smartphones trazem "o conjunto de inteligência artificial mais avançado e aprimorado que temos até o momento", e que a proposta é simplificar esse uso até para quem tem receio de usar tais recursos. Vale notar que as novidades do Galaxy AI estão disponíveis nos três modelos.Exynos em todos os próximos Galaxy S?O lançamento do Galaxy S26 com um novo Exynos tem gerado expectativa na companhia. Considerando que o chip da Samsung chega com uma maior participação global, é de se imaginar que a estratégia possa ser a de adotar a linha em todos os próximos lançamentos do Galaxy S, deixando o Snapdragon de lado. Aquino explica, porém, que a escolha passa por outras etapas.“A estratégia da Samsung é, dentro da divisão de smartphone, oferecer a democratização da tecnologia e o mais avançado conjunto tecnológico que a gente consegue através do mapeamento estratégico da cadeia de suprimentos. Tem uma dinâmica por trás dessa escolha muito maior do que uma escolha binária de ser ‘A’ ou ‘B’”, cita.Ele reforça que o compromisso da empresa é “sempre ter a melhor entrega para o nosso consumidor. Se isso no futuro vai ser um Snapdragon, um Exynos ou algum outro processador, a gente não tem essa informação para antecipar nesse momento”.*O jornalista viajou a São Francisco, EUA, a convite da Samsung Brasil.