Líderes mundiais pedem calma após ofensiva de EUA e Israel contra o Irã

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Líderes europeus e de diversas partes do mundo pediram neste sábado (28) moderação às partes envolvidas após os Estados Unidos e Israel lançarem uma grande ofensiva militar contra o Irã. O presidente Donald Trump afirmou que o objetivo dos ataques é eliminar o programa nuclear iraniano e promover uma mudança de governo em Teerã, depois de várias rodadas fracassadas de negociações nucleares entre os dois países. Já o Ministério das Relações Exteriores do Irã solicitou que o Conselho de Segurança da ONU “tome ações imediatas para enfrentar a violação da paz e segurança internacionais”.Leia tambémIrã levará inimigos ao arrependimento, diz embaixador do país no BrasilGhadiri também postou na mesma rede social uma declaração do Ministério das Relações Exteriores iraniano sobre o ataqueIrã condena ataque e diz que militares responderão com “toda a sua força e recursos”Na nota, o ministério afirmou que estava pronto para negociar mas que agora é “hora de defender a pátria e enfrentar agressão militar do inimigo”O governo britânico declarou que não participou dos ataques e que “não quer ver uma escalada rumo a um conflito regional mais amplo”. Em comunicado, reforçou ainda que o Irã “jamais deve ser autorizado a desenvolver uma arma nuclear” e que, por isso, o Reino Unido tem apoiado continuamente esforços para uma solução negociada.Na Alemanha, um porta-voz informou que Berlim foi avisada previamente por Israel sobre os ataques. Segundo a nota oficial, o chanceler Friedrich Merz acompanha de perto os desdobramentos e mantém coordenação estreita com parceiros europeus. Pela União Europeia, a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, afirmou ter conversado com o chanceler de Israel e com autoridades de países da região e disse estar “coordenando de perto com parceiros árabes para explorar caminhos diplomáticos”. Em comunicado conjunto, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, ressaltaram ser crucial evitar “quaisquer ações que possam ampliar ainda mais as tensões ou enfraquecer o regime global de não proliferação nuclear”.No Líbano, principais lideranças pediram que todos os envolvidos priorizem o bem-estar dos cidadãos iranianos. As declarações foram interpretadas como um recado indireto ao Hezbollah, grupo armado apoiado por Teerã, em meio a dúvidas sobre se a organização — enfraquecida — poderia tentar entrar no conflito em apoio ao Irã.A Arábia Saudita, por sua vez, classificou como “violação flagrante” da soberania nacional os relatos de ataques de retaliação iranianos contra países árabes, incluindo Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. Em comunicado publicado nas redes sociais, o Ministério das Relações Exteriores saudita afirmou que Riad reafirma sua “total solidariedade e apoio a essas nações irmãs”, comprometendo “todos os seus recursos” para auxiliá-las em quaisquer medidas que venham a adotar.A Suíça declarou estar “profundamente alarmada” com a ofensiva e pediu “pleno respeito ao direito internacional”. O governo suíço exortou todas as partes a exercer “máxima moderação” e a garantir a proteção de civis em meio à escalada militar na região.The post Líderes mundiais pedem calma após ofensiva de EUA e Israel contra o Irã appeared first on InfoMoney.