STF está envolvido em “enorme escândalo”, diz The Economist

Wait 5 sec.

Em artigo publicado na terça-feira (24), a revista britânica The Economist avalia que o STF (Supremo Tribunal Federal) está envolvido em um “enorme escândalo” após virem à tona informações sobre o relacionamento de magistrados da Corte com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.As revelações, argumenta a publicação, “provocaram discussões sobre a conduta de integrantes do mais alto órgão do Judiciário”. Leia Mais CPI do Crime aprova convites a Toffoli, Moraes e Galípolo por caso Master Guerra silenciosa marcou acordo entre STF e Congresso sobre “penduricalhos” Mãe de Marielle passa mal durante julgamento de mandantes do crime no STF O texto indica que o assunto é particularmente importante para a direita brasileira, que pode ampliar sua base no Senado Federal nas eleições de outubro e mover processos de impeachment contra ministros do Supremo.A direita nutre uma animosidade especial contra o STF por seu papel no processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. No ano passado, o Supremo Tribunal Federal o condenou a 27 anos de prisão por tentativa de golpe após perder a reeleição em 2022The EconomistAo narrar os acontecimentos envolvendo o caso Master, a Economist chama a atenção para a condução do ministro Dias Toffoli, inicialmente o relator designado do processo no STF. O artigo menciona a viagem em um jatinho particular entre Toffoli e o advogado Augusto de Arruda Botelho, que representa a defesa de um dos diretores do Master.A matéria destaca também A participação societária do ministro do STF no resort Tayayá, que recebeu investimentos de um fundo ligado ao Banco Master.“Toffoli nega qualquer irregularidade e afirma que as acusações de parcialidade se baseiam em mera ‘especulação’. Ele alega que os pagamentos estavam relacionados à venda de ações do resort e que foram declarados às autoridades fiscais. Mesmo assim, após crescente pressão, ele renunciou ao cargo”, diz o texto.Além de Toffoli, o artigo se debruça sobre a atuação do ministro Alexandre de Moraes. A revista cita o contrato milionário entre a esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o Master. Também destaca a decisão do magistrado de investigar servidores da Receita Federal, em um desdobramento do inquérito das fake news.“Ao contrário de grande parte da atividade do tribunal, as operações da investigação sobre fake news sempre foram mantidas em sigilo. Quando a investigação começou, os membros justificaram isso com base na gravidade das ameaças provenientes do ex-presidente Bolsonaro e seus seguidores. É difícil conciliar o uso da investigação por Moraes para investigar fiscais da Receita Federal”, aponta.O artigo menciona ainda a iniciativa do presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, sobre a criação de um código de ética no STF.“Toffoli e Moraes reagiram imediatamente. Ambos afirmam nunca ter julgado um caso em que houvesse conflito de interesses e que a adoção de um código de ética é desnecessária. Independentemente de suas convicções, seus adversários no Congresso estão atentos”, finaliza o texto.Advogado fala sobre estudo que aponta disfunções na atuação do STF | BASTIDORES CNN