Após caso Vini Jr., IFAB cogita proibir atletas de cobrirem a boca

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A International Football Association Board, órgão responsável pelas regras do futebol mundial, abriu consulta formal para proibir que jogadores cubram a boca ao se dirigirem a adversários em campo. A discussão ganhou força após episódio recente envolvendo Vinícius Júnior, do Real Madrid, na UEFA Champions League.O atacante brasileiro denunciou ter sido alvo de um suposto insulto racista por parte de Gianluca Prestianni, do Benfica. Segundo o relato, o jogador argentino teria se dirigido a ele com a boca coberta, gesto que dificulta a leitura labial e a produção de provas em casos de ofensas verbais. Leia Mais Técnico do Liverpool cobra mais ações contra racismo após caso na Champions Prestianni fala à Uefa sobre episódio de racismo contra Vinicius Jr. Técnico do Real diz que luta contra racismo não pode ser “apenas um slogan" Embora a IFAB não cite diretamente o episódio em seus comunicados oficiais, o tema foi debatido durante a 140ª Assembleia Geral Anual da entidade, realizada em Hensol, no País de Gales. De acordo com informações publicadas pelo jornal espanhol AS, a medida já é tratada nos bastidores como “lei Vinicius”, em referência ao protagonismo do brasileiro na luta contra o racismo no futebol europeu.A proposta prevê a proibição do uso das mãos, da camisa ou de qualquer objeto para tapar a boca ao falar com adversários. A regulamentação ainda será detalhada, inclusive quanto às sanções. A aplicação de cartão amarelo é considerada uma possibilidade inicial. A intenção é que a nova diretriz esteja em vigor antes da Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.Pacote para acelerar o jogoAlém do debate sobre conduta em campo, a IFAB aprovou um pacote de mudanças com foco na fluidez das partidas. Árbitros poderão iniciar uma contagem visual de cinco segundos para cobranças de laterais e tiros de meta consideradas demoradas. Se a bola não for recolocada em jogo dentro do prazo, a posse será revertida ao adversário. No caso do lateral, a cobrança passa ao outro time. Em tiros de meta atrasados, será marcado escanteio.Substituições também passam a ter controle mais rígido. O jogador substituído deverá deixar o campo em até dez segundos após o sinal do árbitro ou a exibição da placa. Caso descumpra o prazo, o substituto só poderá entrar na próxima paralisação, após um minuto de bola em jogo. Atletas atendidos em campo por lesão deverão permanecer fora por um minuto na retomada, medida que busca coibir interrupções estratégicas.O protocolo do VAR foi ampliado. A partir da próxima edição das Leis do Jogo, válida desde 1º de julho, o árbitro de vídeo poderá intervir em casos de segundo cartão amarelo aplicado incorretamente, identidade equivocada e escanteios concedidos de forma claramente errada.A assembleia também decidiu abrir consulta sobre situações em que jogadores abandonam o campo como forma de protesto contra decisões da arbitragem ou quando membros da comissão técnica incentivam essa conduta.Brasileirão foi 3ª liga que mais gastou com reforços em janeiro