Alguns anos parecem normais no calendário, mas são tudo, menos previsíveis na prática. Copa do Mundo, eleições, feriados em sequência e agendas pessoais mais carregadas criam um ritmo fragmentado que desafia qualquer liderança. As pessoas não deixam de trabalhar ou se dedicar, mas elas passam a dividir a atenção entre muitos mundos ao mesmo tempo. É aquela história: não dá para separar vida profissional de vida pessoal, não de verdade. Por isso mesmo, não dá para fingir que grandes eventos, que afetam o dia a dia e o emocional de milhões de pessoas, não fazem diferença.Existem diferentes maneiras de lidar com esse cenário. Vejo muitas empresas tentando compensar a fragmentação com mais controles, reuniões e cobranças. O efeito quase sempre é o oposto do desejado, aumentando o cansaço e a sensação de desconexão.Confira: Demissões em janeiro e o efeito dominó na cultura da empresaÉ como se você estivesse na frente de um show de fogos de artifício e uma pessoa tentasse segurar seu rosto para olhar só para ela. É desconfortável e ineficaz, porque sua mente continua nos fogos lá atrás, só que agora com um novo sentimento de irritação.Só que engajamento não nasce da vigilância constante, nasce de clareza, confiança e alinhamento consistente. Engajamento e performance não são dimensões separadas. Times performam melhor quando sabem exatamente o que se espera deles, onde encontrar informações confiáveis e quais são as prioridades do momento. Clareza reduz ansiedade, e menos ansiedade significa mais foco na entrega.Em anos assim, a comunicação precisa ser ainda mais intencional. Não basta informar o que precisa ser feito, é fundamental reforçar prioridades. O time precisa saber o que realmente importa naquele momento e o que pode esperar. Quando tudo parece urgente, as pessoas se perdem. Se a liderança ajudar a organizar o cenário, o trabalho flui melhor mesmo com interrupções naturais.Esse aspecto pode ser aprimorado com ferramentas que concentrem a comunicação em um só lugar, organizem prioridades, registrem decisões e deixem metas visíveis para todas as equipes. É o caso das intranets, que, quando bem estruturadas, reduzem ruídos, organizam fluxos de informação e permitem que cada pessoa saiba exatamente onde encontrar o que precisa, seja uma meta, um direcionamento estratégico ou uma decisão recente.Esse é o tipo de atenção para processos que faz a diferença no dia a dia, especialmente em épocas de fragmentação da atenção.Aliás, outro ponto essencial é respeitar os ciclos de atenção. Dias de jogo, datas eleitorais ou semanas encurtadas não significam falta de comprometimento. Significam apenas que o foco coletivo se reorganiza temporariamente. Empresas maduras entendem isso e ajustam expectativas sem abrir mão de resultados. Elas trocam rigidez por inteligência operacional.Também acredito muito no poder do propósito nesses períodos. Se o time entende o impacto do seu trabalho e como ele se conecta a algo maior, a motivação não depende apenas da rotina perfeita. Pessoas engajadas sabem por que fazem o que fazem e conseguem atravessar fases mais instáveis sem perder o sentido.A autonomia entra como mais uma peça central nessa equação. Dar espaço para que cada equipe organize seu próprio ritmo, dentro de objetivos bem definidos, é uma forma prática de manter produtividade e bem-estar ao mesmo tempo. Spoiler: ferramentas de comunicação corporativa também apoiam muito nesse ponto, especialmente quando permitem que diferentes times tenham seus espaços digitais e consigam interagir entre si sem amarras.Saiba mais: 2026 será o ano da comunicação proativa (e não reativa)Anos como 2026 são testes de cultura. Eles revelam se ela é forte o suficiente para sustentar o engajamento mesmo quando o cenário externo puxa a atenção para todos os lados. Quem aprende a liderar nesses contextos sai mais preparado para qualquer outro desafio que venha depois.