Polícia Federal prende rede de abuso infantil que cobrava em Bitcoin na Paraíba

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A Polícia Federal (PF) do Brasil deflagrou a segunda fase da Operação Share nesta sexta-feira (27). Os agentes saíram às ruas na cidade de Guarabira, no interior do estado da Paraíba, para desarticular um esquema de exploração sexual infantojuvenil.A corporação cumpriu três mandados judiciais expedidos pela Justiça para estancar as atividades do grupo. O saldo da ação resultou em duas prisões preventivas e uma ordem de busca e apreensão nos endereços dos suspeitos.Os alvos da operação atuavam no armazenamento, no compartilhamento e na venda de vídeos com abusos contra crianças e adolescentes. O inquérito policial aponta para uma rede comercial estruturada nos bastidores da internet.Uso do Bitcoin para tentar despistar a políciaAs investigações da primeira etapa forneceram as pistas financeiras para a ofensiva de hoje. A análise das mídias confiscadas nos meses anteriores revelou o método de cobrança imposto pelos criminosos na hora da venda.Os suspeitos negociavam os arquivos ilícitos com compradores de diversos locais, com alcance até no exterior. A quadrilha exigia pagamentos em dólares e em moedas digitais como o bitcoin.O uso de criptomoedas servia como uma tentativa de ocultar a identidade dos envolvidos e criar uma barreira contra o rastreio do dinheiro. A arquitetura da tecnologia em blocos, no entanto, fornece um livro de registros aberto para o escrutínio dos peritos criminais de finanças.O juiz do caso autorizou a quebra do sigilo telemático de todos os suportes de mídia confiscados com os investigados na Paraíba. A extração de dados de telefones e computadores vai guiar o trabalho da inteligência policial nas próximas semanas.Mudança de vocabulário contra o crimeA Polícia Federal usou a operação para promover uma campanha sobre a forma de abordar esse tipo de violência. A legislação do Brasil ainda carrega o termo “pornografia” no Estatuto da Criança e do Adolescente.A corporação segue a visão da comunidade internacional e prefere o uso de nomenclaturas exatas. Os investigadores adotam os termos “abuso sexual” ou “violência sexual” para definir a gravação e a venda de imagens de menores de idade.A escolha das palavras possui um peso direto na percepção da sociedade sobre o tema. A exclusão da palavra “pornografia” ajuda a expor a dor das vítimas e a dimensão devastadora das agressões físicas e psicológicas infligidas durante os crimes.PF pede que pais vigiem tela dos filhos para evitar problemasA nota da polícia inclui um apelo direto aos pais e responsáveis pelas crianças, visto que a segurança dos jovens exige um monitoramento da rotina deles no mundo virtual e no ambiente físico escolar.Os adultos precisam dialogar sobre os perigos ocultos em jogos de celular, redes sociais e fóruns de internet. A orientação sobre o uso seguro dos aplicativos constrói um escudo contra a aproximação de perfis falsos.Os agentes de segurança pedem atenção máxima aos sinais de mudança de comportamento dentro de casa. Um isolamento repentino ou o bloqueio de telas na presença de adultos acendem o alerta vermelho para situações de assédio.A educação atua como a arma de defesa mais eficaz para afastar os pedófilos. As crianças precisam de instrução clara para relatar contatos inadequados e pedir socorro no exato momento da abordagem virtual.Fonte: Polícia Federal prende rede de abuso infantil que cobrava em Bitcoin na ParaíbaVeja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.