Bem-estar é apontado como fator crítico para a sustentabilidade dos laboratórios no LabSummit 2026

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Segundo a organização, existe um indicador invisível que influencia diretamente o desempenho das equipas: a margem de atenção. Quando esta diminui, o trabalho continua a ser executado, mas com maior esforço, mais tempo e maior probabilidade de erro, mesmo entre profissionais experientes.O debate parte do princípio de que qualidade de vida no trabalho não deve ser encarada como um benefício acessório, mas como uma condição estrutural para assegurar bons resultados. Em ambientes laboratoriais, marcados por tarefas repetitivas, longos períodos de concentração, exigências de rastreabilidade e pressão constante por cumprimento de prazos, a sobrecarga pode traduzir-se em falhas técnicas, retrabalho e impactos financeiros e humanos.Estudos recentes reforçam esta preocupação. A investigação publicada em 2024 por Li e colegas associou o burnout ao aumento de erros e eventos adversos, com consequências diretas na qualidade e segurança. Também Gutiérrez e colegas (2020) demonstraram que diferentes dimensões de bem-estar estão relacionadas com melhores níveis de cooperação, persistência e desempenho.Na prática, especialistas defendem que a diferença entre um laboratório resiliente e outro em constante sobressalto não está necessariamente em “trabalhar mais”, mas em como o trabalho é organizado. Medidas como pausas estruturadas, rotação de tarefas, investimento em ergonomia, formação com tempo dedicado e definição clara de critérios de urgência são apontadas como estratégias que contribuem para reduzir o desgaste e melhorar a performance.Outro aspeto destacado é a cultura organizacional. A promoção de ambientes onde erros possam ser reportados atempadamente, sem receio de represálias, é vista como determinante para prevenir falhas maiores. Liderança, comunicação aberta e colaboração surgem, assim, como elementos-chave para fortalecer equipas e proteger a qualidade dos processos.O LabSummit 2026 pretende reunir gestores, técnicos e decisores para discutir soluções concretas e partilhar boas práticas que reforcem a sustentabilidade do trabalho laboratorial. A organização sublinha que nenhuma inovação tecnológica compensa uma equipa em desgaste contínuo, defendendo que investir nas pessoas é investir diretamente na qualidade e no impacto positivo gerado pelos laboratórios.O conteúdo Bem-estar é apontado como fator crítico para a sustentabilidade dos laboratórios no LabSummit 2026 aparece primeiro em Revista Líder.