Fórmula 1: Primeiro brasileiro desde Massa movimenta milhões fora das pistas; veja quanto ganham os pilotos

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A temporada 2026 da Fórmula 1 começa no dia 6 de março, no Circuito de Melbourne, na Austrália, com um brasileiro já estabelecido no grid: Gabriel Bortoleto. Após a estreia em 2025, o piloto, de 21 anos, inicia seu segundo ano na principal categoria do automobilismo em um ambiente em que a disputa vai além das posições na pista.Fazer parte da F1 significa integrar uma elite que movimenta dezenas de milhões de dólares todos os anos em salários, bônus e acordos comerciais com marcas globais. E, ao lado de Bortoleto, o campeonato reúne alguns dos profissionais mais bem pagos — e também mais valiosos — do planeta.Gabriel Bortoleto: consolidação e valorizaçãoSe dentro das pistas Gabriel ainda busca afirmação, fora dela o movimento já se intensificou. Isso porque, em termos financeiros, essa fase de promessa importa – e muito.Enquanto no primeiro ano o foco geralmente está na adaptação ao grid, o segundo costuma abrir espaço para:Renegociação de contratos e salários;Novos patrocinadores;Expansão de exposição internacional.Bortoleto inicia 2026 como representante da Audi, correndo ao lado do experiente Nico Hulkenberg, após a transição da Sauber para a montadora alemã, numa mudança que amplia visibilidade e potencial comercial.Até o começo de janeiro, por exemplo, sua carteira de patrocinadores incluía nomes como KitKat, Banco de Brasília (BRB), Porto Seguro, Motorola, Snapdragon e AK Management.No entanto, um dia antes do lançamento do carro de 2026 da Audi, o brasileiro anunciou mais um parceiro de peso em sua carreira: o Mercado Livre.O acordo inclui a exposição da marca no capacete do piloto ao longo do campeonato, e, segundo o MELI, o contrato está alinhado à estratégia de associar a marca a talentos justamente em ascensão.Em outubro de 2025, a Porto Seguro também já havia anunciado a renovação do patrocínio com Gabriel por mais três anos, numa participação que começou em 2023. Gabriel Bortoleto anunciou patrocínio do Mercado Livre na Fórmula 1 (Imagem: divulgação) 1/3 Em outubro de 2025, a Porto renovou o patrocínio com Gabriel Bortoleto (Imagem: divulgação) 2/3 Patrocinadores Gabriel Bortoleto (Imagem: reprodução) 3/3 Da promessa ao ativo comercial – e o salário milionárioNascido em Osasco, na Grande São Paulo, Bortoleto tirou, em 2025, a saudade dos brasileiros de torcerem pelas cores do país nas pistas da Fórmula 1.A última vez que um piloto do Brasil havia representado a bandeira verde e amarela como titular foi em 2017, quando Felipe Massa anunciou a aposentadoria.Gabriel, que nasceu em outubro de 2004, começou sua trajetória no kart, aos sete anos, e teve uma ascensão que chama a atenção na profissão: em 2018, conquistou o 3º lugar nos campeonatos europeu e mundial na categoria OKJ, demonstrando seu domínio na modalidade.Em 2019, fez a transição para os carros de Fórmula, disputando a F4 italiana. Aos 20 anos, fez história ao conquistar os títulos da FIA Fórmula 3, em 2023, e da FIA Fórmula 2, em 2024.Além de conquistar o título da Fórmula 3, o brasileiro também recebeu uma ótima notícia em 2023: foi contratado pela McLaren para fazer parte da sua Academia de Pilotos — um programa que visa preparar talentos para a Fórmula 1.Em meio à trajetória meteórica, estimativas indicam que Bortoleto receberá cerca de US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 10,5 milhões, na cotação atual) pela temporada de 2026, valor que tende a crescer conforme desempenho e exposição.O desafio de competir em um grid bilionárioA consolidação do brasileiro acontece em um ambiente dominado por pilotos que transformaram performance esportiva em plataformas comerciais.Nomes como Lewis Hamilton, Max Verstappen, Charles Leclerc, Lando Norris e Fernando Alonso não apenas acumulam títulos, mas também contratos que elevam seus ganhos anuais para dezenas de milhões de dólares.Hamilton, da Ferrari, e Verstappen, da Red Bull Racing, por exemplo, lideram essa corrida financeira, com rendimentos estimados acima de US$ 60 milhões por temporada, segundo informações compiladas pelo RacingNews365.Faz sentido que os dois sejam os pilotos mais bem pagos da Fórmula 1: juntos, têm 11 títulos, e suas remunerações refletem a estratégia das equipes de retê-los.Já Leclerc, também da Ferrari, e Norris, da McLaren, ocupam uma posição um pouco, mas nem tanto, abaixo, com salários projetados em US$ 34 milhões e US$ 30 milhões por ano, respectivamente.Por sua vez, Alonso, de 44 anos, da Aston Martin, mostra como longevidade e reputação seguem sendo ativos relevantes mesmo após décadas na categoria, com ganhos próximos de US$ 20 milhões anuais.Confira as estimativas de salários:PilotoEquipeSalário anualDuração do contratoMax VerstappenRed BullUS$ 70 milhões2028Lewis HamiltonFerrariUS$ 60 milhões2026Charles LeclercFerrariUS$ 34 milhões2028George RussellMercedesUS$ 34 milhões2026Lando NorrisMcLarenUS$ 30 milhões2027Fernando AlonsoAston MartinUS$ 20 milhões2026Carlos SainzWilliamsUS$ 13 milhões2027Oscar PiastriMcLarenUS$ 13 milhões2028Pierre GaslyAlpineUS$ 12 milhões2028Alex AlbonWilliamsUS$ 12 milhões2027Lance StrollAston MartinUS$ 12 milhõesAbertoSérgio PérezCadillacUS$ 8 milhões2027Nico HülkenbergAudiUS$ 7 milhões2027Esteban OconHaasUS$ 7 milhões2027Isaque HadjarRed BullUS$ 5 milhões2027Valtteri BottasCadillacUS$ 5 milhões2027Gabriel BortoletoAudiUS$ 2 milhões2027Kimi AntonelliMercedesUS$ 2 milhões2027Oliver BearmanHaasUS$ 1 milhão2027Liam LawsonRacing BullsUS$ 1 milhão2026Franco ColapintoAlpineUS$ 0,5–1 milhão2026Arvid LindbladRacing BullsUS$ 0,5–1 milhão2026Fonte: racingnews365Como funcionam os patrocínios na F1Na Fórmula 1, os patrocínios combinam exposição de marca, aporte financeiro e colaboração técnica:Empresas que ocupam espaços principais nos carros e nas roupas costumam pagam dezenas de milhões de dólares por temporada;Já parceiros técnicos geralmente fornecem produtos e serviços aplicados diretamente ao desenvolvimento e à performance.Na Ferrari, entre as companhias que patrocinam Lewis Hamilton, por exemplo, estão Sony, Tommy Hilfiger e PUMA, enquanto Charles Leclerc mantém contratos com marcas como Eight Sleep, APM Monaco e Richard Mille.Charles Leclerc e Lewis Hamilton, da Ferrari (Montagem Money Times)