A tartaruga-gigante-de-floreana (da espécie Chelonoidis niger) foi extinta da Ilha Floreana, em Galápagos, há cerca de 180 anos, em razão da chegada de marinheiros e piratas que acreditavam que a espécie deveria desaparecer.No entanto, cientistas identificaram que, pela primeira vez, animais com ascendência floreana retornaram à ilha quase 200 anos após sua extinção local. A informação foi publicada na reportagem da revista Scientific American nesta sexta-feira (27).O retorno ocorre por meio da soltura de 158 tartarugas criadas em um programa de reprodução em cativeiro. O projeto é realizado a partir do cruzamento de adultos da Ilha Isabela, selecionados com base em testes genéticos que permitem resgatar características da linhagem original da Floreana. Leia Mais Estudo revela presença de espécies exclusivas nas ilhas oceânicas do Brasil Fóssil raro de tartaruga-gigante do Mioceno é encontrado no Acre Lista Vermelha mostra mais de 25% das espécies ameaçadas de extinção Embora não sejam réplicas idênticas das tartarugas extintas, os animais carregam parte de sua ancestralidade.A expectativa é que a reintrodução traga benefícios à ilha, que dá nome à espécie. A presença das tartarugas pode ajudar a restaurar o equilíbrio ambiental, já que uma nova expecia reconstituirá um novo ecossistema, que será aproximado ao seu estado original.*Sob supervisão de AR.